Pular para o conteúdo

Flamengo é único sul-americano no top 30 de ranking da Deloitte, que tem Real Madrid como líder

Premiações distribuídas pela Fifa na Copa do Mundo de Clubes fizeram vários clubes avançar na lista elaborada pela consultoria britânica

Jogadores do Flamengo com o troféu da Copa Libertadores - Reprodução / Instagram (@flamengo)

O Flamengo é o único representante do Brasil e da América do Sul no ranking dos 30 clubes que mais faturaram no mundo.

A equipe rubro-negro aparece na 29ª posição no relatório Deloitte Football Money League 2026, elaborado pela consultoria britânica e que toma por base os resultados financeiros da temporada 2024/2025.

Com uma receita estimada em € 202,7 milhões obtida no período analisado, o Flamengo conseguiu ficar acima do Olympique de Marselha (30º), que faturou € 188,7 milhões, mas abaixo do Wolverhampton Wanderers, último colocado da Premier League e que registrou um ganho bruto de € 206,3 milhões na última temporada, garantindo o 27º lugar no ranking da Deloitte, à frente também do Brentford, 28º colocado na lista e 7º na classificação da primeira divisão inglesa.

A liderança na lista da Deloitte continua a ser ocupada pelo Real Madrid, que obteve receitas de € 1,161 bilhão (foi o primeiro time do mundo a atingir essa soma bilionária, em euros) em 2024/2025, aumento de 11% em comparação à temporada anterior.

O crescimento foi impulsionado pelas receitas comerciais do clube merengue, que saltaram de € 482 milhões para € 594 milhões.

A novidade no ranking é o retorno do Barcelona à segunda posição, graças ao aumento de 27% no faturamento, entre 2023/2024 e 2024/2025, atingindo um total de € 975 milhões.

A disparada é explicada em parte pelo crescimento da área comercial, de € 426 milhões para € 522 milhões, como também pela melhora do resultado do clube no matchday, com a receitas em dias de jogo subindo de € 103 milhões para € 210 milhões.

O detalhe é que a evolução do Barcelona no matchday foi registrada antes mesmo da reinauguração do Spotify Camp Nou, ocorrida em agosto do ano passado. É possível, portanto, que o clube possa alcançar números ainda mais expressivos nessa área, no próximo relatório que a Deloitte vier a produzir.

Copa do Mundo de Clubes

A premiação distribuída pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) aos times participantes da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes, realizada em meados do ano passado nos Estados Unidos, impactou o ranking do Deloitte Football Money League 2026.

Equipes que estiveram na competição registraram aumentos expressivos nas receitas, movimento que se fez sentir com mais força em times de ligas menores, como a de Portugal.

Impulsionado pela premiação paga pela Fifa, o Benfica conseguiu entrar pela primeira vez para o “top 20” do ranking da Deloitte, desde a temporada 2005/2006.

O time de Lisboa obteve incremento de 27% nas receitas brutas durante a temporada 2024/2025, faturando € 283 milhões. Vale observar que a evolução no faturamento com direitos de transmissão, que passou de € 103 milhões para € 148 milhões, foi decisivo para o resultado do Benfica.

No relatório da Deloitte, os valores distribuídos pela Copa do Mundo de Clubes são computados como receitas de transmissão, o que faz sentido, já que os recursos da premiação do torneio foram provenientes da venda dos direitos de mídia para o DAZN, por US$ 1 bilhão.

No Chelsea, campeão da competição, as receitas de mídia saltaram de € 190 milhões para € 242 milhões. Em média, os clubes classificados para a Copa do Mundo de Clubes de 2025 registraram aumento de 17% nessa área.

De um modo geral, o faturamento proporcionado pelos acordos de transmissão cresceu 10% em 2024/2025, representando 38% dos €12,4 bilhões em receitas obtidos pelos clubes que integram o ranking, no período.

Entre os times que ocupam o topo do ranking, o peso relativo das receitas de mídia é menor (cerca de um terço do total), ao passo que do 11º ao 20º esse percentual chega a 49%.

A fonte de receitas que mais avançou na última temporada foi a do matchday, com um incremento médio de 16%, ficando em € 2,4 bilhões.

Por outro lado, a maior parte do faturamento dos clubes analisados pelo relatório provém dos acordos comerciais, que renderam € 5,3 bilhões às equipes no período considerado.