Pular para o conteúdo

Acordo entre Rivalo e FPF aponta caminho para patrocínios coletivos e ativos de integridade

Acordo envolve naming rights das divisões de acesso, 46 clubes e programa de compliance, fugindo da exposição tradicional de "marca na camisa"

Penapolense e Jacareí se enfrentam pelo Paulistão A4 2026 - José Luis Silva / Agência Paulistão

Em um mercado saturado por disputas de espaço nas camisas dos grandes clubes da Série A, um acordo recente chamou a atenção por seguir na contramão da exposição tradicional. A parceria entre Rivalo e Federação Paulista de Futebol (FPF) aposta em um modelo que prioriza a capilaridade e a reputação institucional.

Durante a participação no podcast Maquinistas, da Máquina do Esporte, Ricardo Padoveze, executivo de negócios de esporte e entretenimento que intermediou o acordo, apontou que a parceria estabelece um novo padrão de “patrocínio de plataforma”.

O modelo rompe com a dependência da exposição televisiva passiva e aposta na onipresença dentro de um ecossistema.

“Eu defendo há muitos anos que os clubes e as entidades têm que seguir esse caminho de plataforma, sair um pouco do tradicional, de que o patrocínio é só a marca na camisa e acabou. Esse caso é 360”, afirmou.

O contrato engloba uma série de ativos que garantem presença em diversos níveis do futebol paulista, criando uma “rede” de ativação que vai além da elite. A parceria envolve os naming rights das Séries A2, A3 e A4 do Campeonato Paulista, patrocínio de 46 clubes e presença nos leds da Série A1.

LEIA MAIS: Uso de dados permite que clubes troquem audiência por propensão de consumo para evoluir patrocínios
LEIA MAIS: Ricardo Padoveze: Mercado de apostas vive ajuste de rota focado em conversão, e não estouro de bolha

Pacote

O diferencial do caso reside na capacidade da FPF de empacotar ativos fragmentados que, isoladamente, teriam pouco valor comercial para uma grande marca.

“É inevitável falar sobre a visão de negócio da federação. Eles vêm fazendo um trabalho muito profissional, com uma visão estratégica muito grande. É um projeto de patrocínio coletivo”, destacou.

A estratégia também se diferencia pelo uso de ativos institucionais para gerar valor de marca, já que a Rivalo tornou-se também patrocinadora do programa de integridade da FPF.

“É patrocinador do programa de integridade da federação, que também é um ativo institucional superimportante, principalmente para o setor de apostas”, enfatizou o executivo.

O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Ricardo Padoveze, executivo de negócios de esporte e entretenimento, estará disponível a partir desta terça-feira (3), às 19h (horário de Brasília), no canal da Máquina do Esporte no YouTube: