O volume de investimentos em patrocínios na Fórmula 1 deverá atingir um novo patamar em 2026. Uma projeção realizada pela Ampere Analysis aponta que o montante global ultrapassará US$ 3 bilhões.
No entendimento da empresa britânica analista de mercado, o número será resultado da entrada de novas equipes e de um portfólio comercial consolidado. O crescimento da categoria é puxado, sobretudo, pela presença de empresas de tecnologia e pelo retorno das estratégias de expansão no mercado norte-americano.
O setor tecnológico ampliou a vantagem em relação ao segmento de serviços financeiros e assumiu o protagonismo nos investimentos do automobilismo. Apenas essas marcas já somam mais de US$ 565 milhões em aportes garantidos para o atual calendário.
Dentro dessa fatia, Oracle (patrocinadora da RedBull) e Hewlett Packard Enterprise (na Mercedes) respondem por quase um quarto do valor total. O movimento de maior destaque no período, ainda assim, é a expansão das ferramentas de inteligência artificial.
No intervalo de seis meses, o campeonato registrou a assinatura de oito novos contratos neste nicho, envolvendo marcas como Groq, Meta AI e Claude.
Material esportivo
Paralelamente à tecnologia, o segmento de vestuário esportivo também demonstra aceleração. Os aportes financeiros de marcas de roupas na Fórmula 1 cresceram 75% no recorte dos últimos dois anos.
Até o momento, empresas como Puma e Adidas firmaram acordos para 2026 que, somados, movimentam US$ 140 milhões na categoria.
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EUA
O impacto nas receitas também é vista como uma consequência direta do esforço de popularização da modalidade nos Estados Unidos.
A atração de uma nova base de fãs no país gerou um retorno comercial evidenciado pelo salto de 68% nos gastos de patrocínio provenientes de empresas sediadas no mercado norte-americano desde 2023.
O cenário de diversificação de aportes e de patrocinadores indica, no entendimento da Ampere Analysis, que a Fórmula 1 se estabelece como uma plataforma de negócios estruturada para o ciclo atual no universo esportivo.
