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Estudos mostram que inteligência artificial deixou de ser promessa e virou receita no esporte

Tecnologia é cada vez mais uma ferramenta do dia a dia, com impacto real na forma como clubes, ligas e empresas pensam receita, gestão e crescimento

Inteligência artificial já faz parte da rotina operacional das organizações esportivas - Reprodução / Infront Sports

⚡ Máquina Fast
  • 82% das organizações esportivas já utilizam inteligência artificial, que impulsiona novas receitas por meio de plataformas digitais.
  • IA é base para decisões estratégicas e automatiza processos como personalização de ofertas e análise de ativos.
  • Setor esportivo se organiza e diversifica receitas com investimentos globais e polos de entretenimento além das competições.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Dois relatórios recentes, um do site britânico SportsPro Media com a Sportradar e outro da Deloitte, ajudam a esclarecer como a inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina operacional das organizações esportivas. No primeiro estudo, 82% dos entrevistados afirmaram usar IA. No segundo, a tecnologia aparece como base para decisões estratégicas em diferentes áreas do negócio.

O dado mais relevante do levantamento da SportsPro com a Sportradar está na monetização: 60% disseram gerar novas receitas por meio de plataformas digitais. A tecnologia aparece associada a crescimento, especialmente em dados, apostas e canais próprios. A IA passa a ser entendida como mecanismo de geração de receitas a partir de infraestrutura digital, ampliando o papel tradicionalmente ligado à redução de custos.

Já o estudo da Deloitte apontou quatro frentes para acompanhar em 2026: capital e investimento; portfólios globais de propriedade; distritos esportivos; e IA. Nesse contexto, a inteligência artificial é aplicada a tarefas práticas, como automatizar processos, personalizar ofertas, ajustar preços e analisar ativos. A ideia central é usar melhor as informações disponíveis para tomar decisões mais rápidas e organizadas. O relatório também destacou que a próxima onda de adoção tende a começar nos bastidores, afetando áreas pouco visíveis ao torcedor.

Além da IA, os relatórios também mostraram que o esporte está atraindo investidores e ampliando sua presença para além do jogo. Grupos com ativos em diferentes países ganharam espaço, enquanto arenas e seus arredores passaram a funcionar como polos de entretenimento durante todo o ano. Isso cria novas fontes de receitas e reduz a dependência exclusiva das competições.

No conjunto, o que chama atenção é que o setor está ficando mais organizado e mais atento aos próprios números. A tecnologia é cada vez mais uma ferramenta do dia a dia, com impacto real na forma como clubes, ligas e empresas pensam receita, gestão e crescimento.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.