A Adidas apresentou, nesta sexta-feira (20), as camisas reservas de 25 seleções nacionais para a Copa do Mundo de 2026. A coleção, que inclui 13 equipes já classificadas para o Mundial, tem como destaque, além de cortes e designs alternativos, o retorno do logotipo “Trefoil”, o tradicional trevo da marca, aos uniformes de seleções após 36 anos.
O caminho seguido pela marca alemã reflete a intenção de aproximar o desempenho e a performance esportiva à moda urbana. O design das peças foi desenvolvido a partir de inspirações na cultura do futebol da década de 1990, com padrões geométricos e a integração de referências artísticas e arquitetônicas de cada país.
“À medida que nos aproximamos de uma Copa do Mundo, sentimos que era o momento para trazer o Trefoil de volta ao maior palco do futebol mundial. Esta é uma era definidora da cultura do futebol. Seu estilo transcende os nichos culturais como nunca antes, e a camisa é talvez a representação mais fiel disso”, disse Sam Handy, gerente-geral de futebol da Adidas.
Para o desenvolvimento técnico, a marca focou nas variações climáticas que os atletas enfrentarão na América do Norte. O material incorpora a tecnologia Climacool+ em tecidos de malha jacquard com elasticidade mecânica, projetados para acelerar a evaporação do suor.
As tradicionais três listras nos ombros foram aplicadas com um tipo de costura pensado para ampliar a respirabilidade e a ventilação das peças.
A estratégia de lançamento reforçou o posicionamento de intersecção entre esporte e entretenimento. A empresa organizou um evento no Lower Grand Tunnel, em Los Angeles (EUA), substituindo as apresentações tradicionais de uniformes por uma ativação urbana. O evento contou com shows musicais para promover a nova linha.
Identidades
As identidades visuais de cada seleção foram adaptadas para refletir características locais. A camisa da Argentina, por exemplo, exibe grafismos azuis ondulados sobre um fundo preto, baseados em motivos tradicionais do país.

O modelo da Alemanha, por sua vez, utiliza uma repetição de formas em azul-marinho, integrando elementos visuais de diferentes uniformes históricos da federação. A Itália, ainda não classificada para a Copa, apresenta uma estampa que remete à alfaiataria clássica, enquanto o Japão adota um padrão de 12 linhas coloridas para simbolizar a conexão entre os jogadores e os torcedores.
O México, uma das sedes da competição, traz referências às escadarias de sua arquitetura tradicional, enquanto a Espanha utiliza grafismos que homenageiam a história literária do país.

Os novos uniformes já estão disponíveis no mercado brasileiro nas lojas físicas e no e-commerce da marca. A coleção contempla tanto as seleções que disputarão o Mundial em 2026 quanto as equipes que utilizarão as peças durante o calendário internacional desta temporada.
Lifestyle
A escolha da Adidas em utilizar o “Trefoil” nas camisas reservas das seleções para a Copa do Mundo de 2026 reflete uma tendência no mercado esportivo global de utilizar o torneio para promover marcas mais conectadas ao lifestyle.
A Nike, por exemplo, seguiu um caminho semelhante com a seleção brasileira no lançamento da camisa reserva para o torneio. A companhia norte-americana utilizou a Jordan, com a intenção de aproximar a marca do futebol, enquanto se conecta com a cultura da equipe.
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Neste cenário, o “Trefoil”, vinculado à marca Adidas Originals, se coloca de maneira parecida com a forma como a Nike decidiu posicionar a Jordan na seleção brasileira. A estratégia da Adidas é levar uma marca associada à moda urbana e ao lifestyle para o universo do alto desempenho esportivo.
