O Grande Prêmio (GP) do Brasil de MotoGP, realizado em Goiânia (GO) no último fim de semana, movimentou um total de R$ 1,14 bilhão no estado, de acordo com levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Os números, divulgados nesta sexta-feira (27), superam o impacto econômico previsto, que era de R$ 867 milhões.
O estudo mostra que a etapa brasileira arrecadou R$ 173 milhões em tributos municipais, estaduais e federais, criou 10.838 postos de trabalho, além de haver atraído cerca de 150 mil turistas.
A análise da FGV aponta que retorno econômico do GP do Brasil foi quatro vezes maior que o valor de R$ 250 milhões investido na reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna.
Do total de R$ 1,14 bilhão, GP do Brasil de MotoGP movimentou R$ 706,5 milhões diretamente e mais R$ 434,5 milhões de forma indireta, entre gastos do público, organização, patrocinadores, transmissão e mídia.
Dos 10.838 postos de trabalho gerados pelo evento, 75,7% foram diretos (8.206), enquanto 24,3% restantes foram indiretos (2.632). O público alcançou a marca de 148.384 pessoas nos três dias de programação.
“Uma prova desse porte, a melhor categoria de motovelocidade do planeta, atrai a atenção do mundo inteiro. Se bem conduzido, o retorno vem. O Governo de Goiás avalizou o empreendimento e o resultado está aí. Estamos muito felizes e prontos para um evento ainda melhor em 2027”, diz o CEO do MotoGP Grande Prêmio do Brasil, Alan Adler.
Mídia e turismo
O relatório da Formula Money indica que a exposição de Goiânia, de Goiás e do Brasil na mídia internacional (televisão, internet, veículos impressos, entre outros) alcançou a cifra de US$ 352 milhões.
Essa cifra se refere às menções verbais e visuais feitas pela mídia estrangeira durante a transmissão de cada um dos treinos livres, classificação, corrida sprint e corrida principal do fim de semana, além das notícias que mencionaram o evento.
O fluxo de visitantes de outros estados brasileiros e do exterior contribuiu para esse impacto econômico expressivo e garantiu a ocupação de 100% da rede hoteleira, conforme as expectativas dos organizadores.
Os turistas gastaram em média R$ 6.856,28 nos dias em que permaneceram em Goiânia e nas cidades próximas. O valor refere-se à soma de R$ 2.703,40 (gasto médio no evento) com R$ 4.152,88 (despesas de permanência na cidade, com média de quatro noites).
A etapa atraiu turistas de 20 países e de 25 das 27 unidades federativas do Brasil. Do total de visitantes, 76% manifestaram o desejo de retornar em 2027, de acordo com pesquisa do Observatório de Turismo de Goiás, em parceria com o Observatório de Turismo de Goiânia (GoiâniaTur), Secretaria-Geral de Governo (SGG), Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e Sebrae.
De forma geral, a pesquisa apontou que quase 70% do público era de fora de Goiânia, dos quais 10,8% eram da cidade de São Paulo (SP), 4,1% de Brasília (DF), 2,8% de Curitiba (PR), 2,7% de Belo Horizonte (MG) e 2,7% do Rio de Janeiro (RJ).
O estado de São Paulo respondeu por 22,5% do total de turistas no GP do Brasil em Goiânia. Do público estrangeiro, a maioria veio da Espanha e Argentina (18,5% cada). Colômbia, Inglaterra e França vêm na sequência, com 7,4% cada.
