André Fufuca cumpriu um enredo que já estava desenhado há meses e oficializou, nesta terça-feira (31), sua saída do Ministério do Esporte (MEsp).
Filiado ao PP, ele retomará seu mandato como deputado federal e preparará sua candidatura ao Senado pelo Maranhão.
Fufuca assumiu o ministério em 2023, no lugar da ex-jogadora da vôlei Ana Moser, como parte de uma manobra do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atrair o apoio do PP.
Com a saída de Fufuca, o Ministério do Esporte passa a ser comandado por Paulo Henrique Cordeiro, que é advogado, professor universitário e já atuava na pasta, à frente da Secretaria Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social.
Em seu discurso de posse, o novo ministro disse que pretende inaugurar 700 Arenas Brasil ainda este ano, atingindo 500 municípios, além de preparar o país para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Fufuca, por sua vez, optou por destacar números positivos de sua gestão no ministério, como o aumento do orçamento da pasta de R$ 650 milhões para R$ 3,2 bilhões em dois anos, além da execução de 2,9 mil obras ao redor do país e a entrega de 1,9 mil equipamentos esportivos, incluindo Arenas Brasil.
Ele também tentou buscar puxar para sua gestão os méritos da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), que se tornou permanente graças, na verdade, a uma intensa mobilização de entidades ligadas a atletas, que levou o Congresso Nacional a aprovar a nova legislação de maneira unânime, para depois ser sancionada pelo presidente Lula.
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Em sua fala, Fufuca lembrou que a Lei de Incentivo ao Esporte atualmente beneficia cerca de 1 milhão de pessoas ao ano.
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Confira mais detalhes sobre a mudança no Ministério do Esporte na edição desta quarta-feira (1º) da coluna Estação Central, da Máquina do Esporte, que será publicada mais tarde.
