O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, elogiou a nova gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por chamar os clubes da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e do Futebol Forte União (FFU) para discutir a formação de uma liga unificada.
“Vocês conhecem de longa data minha posição sobre esse assunto: que clubes unidos são mais fortes. Uma gestão profissional aumenta o recurso e a credibilidade da competição”, afirmou o dirigente à Máquina do Esporte, antes de encontro na sede da CBF entre confederação, Libra e FFU.
“É bom para todo mundo uma liga forte e unida. Não foi possível. Nós temos dois blocos comerciais”, lamentou.
Protagonismo
A análise do dirigente ocorre em um momento de reaproximação com a cúpula da CBF. Bastos e Samir Xaud, atual presidente da confederação, mantiveram distanciamento político desde o processo eleitoral da entidade.
Na ocasião, Bastos chegou inclusive a lançar candidatura à presidência com o apoio de alguns clubes, mas, por falta de apoio, desistiu da empreitada. Xaud acabou eleito por aclamação.
Apesar do histórico de afastamento, Bastos, que recentemente foi reeleito para mais um mandato na FPF, elogiou a iniciativa de Xaud em liderar as discussões sobre o futuro do calendário e da liga unificada.
“Na minha opinião, com muito acerto, a CBF convida a todos a sentarem à mesma mesa para tratarem de assuntos diversos, inclusive a formação de uma liga”, destacou.
“Acho que é um costume que a gente tinha perdido ao longo do tempo, de passar a sentar para discutir os problemas do futebol, os problemas de cada competição, a importância dos estaduais. Esta nova gestão tem feito isso com frequência e isso é muito bom”, elogiou o ex-desafeto.
Formação
Sobre a importância dos campeonatos estaduais, que neste ano perderam datas no calendário nacional, Bastos defendeu que essas competições são essenciais para a sustentabilidade técnica do esporte. O dirigente comparou a estrutura do futebol brasileiro com o europeu.
“Se a gente for comparar o Brasil, tem que comparar com a Europa. Então, cada campeonato de países lá é um estadual aqui, porque nós somos um continente. Lá é tudo pertinho. Acho que cabe a nós, das federações, sermos criativos para fazer, com menos datas, uma competição cada vez melhor”, afirma.
O presidente da FPF ressaltou que o enfraquecimento das competições regionais poderia comprometer a revelação de novos jogadores.
“O estadual é a base da pirâmide. Se a gente se descuidar de onde nasce o nosso atleta, de onde é formado o menino e a menina, vamos para um caminho ruim, de pouca produção de atletas de alto nível”, defendeu.
“Porque quanto mais o seu mundo é maior, a sua área de procura é maior, mais fácil é encontrar um grande talento. Então, o estadual, para mim, é algo que vai longe”, completou.
