Fora da Série A do Campeonato Brasileiro após confirmar a saída do Botafogo, a Reebok ao menos garantirá visibilidade na Série B nesta temporada com um contrato de dois anos assinado com o Náutico.
O lançamento da nova camisa será na próxima quarta-feira (29), com estreia em campo no sábado seguinte (2 de maio), no jogo contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto (SP). Como o uniforme 1 do time paulista é branco, a equipe pernambucana terá a chance de usar sua camisa titular, com listras vermelhas e brancas.
“A criação dos uniformes é da marca, mas participamos do processo. Ficou bem interessante o resultado. Acredito que a torcida vai gostar”, contou Eduardo Downey, vice-presidente comercial e de marketing do Náutico, em entrevista à Máquina do Esporte.
A Reebok assinou com o Timbu até o final de 2027. Segundo a Máquina do Esporte apurou, o valor do novo contrato é semelhante ao que o clube pernambucano tinha com a Diadora. No entanto, o modelo de negócio agradou mais à diretoria da equipe.
A distribuição do material terá escala nacional, favorecida pela maior capilaridade da Reebok no país. Os uniformes estarão à venda nas três lojas oficiais do Náutico no Recife (PE), bem como nas lojas da marca de material esportivo e no e-commerce.
Além do Náutico, a Reebok também é fornecedora de material esportivo de Santa Cruz e Guarani, ambos da Série C do Brasileirão.
Vale lembrar que, na semana passada, o Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, recebeu Luciano Leonidio, diretor-executivo do Náutico, que detalhou diversos projetos e ideias do clube pernambucano para 2026.
Diadora
De saída do Náutico, a Diadora também passou por problema recente com sua distribuidora no Brasil. A Voleio/B360, com sede em Fortaleza (CE), passa por uma crise financeira e estaria com dificuldade nas entregas.
Tal adversidade poderia impactar alguns dos clubes com quem a Diadora mantém contrato, como Coritiba (Série A); Goiás e Ponte Preta (Série B); e ABC (Série D).
No entanto, todas as equipes consultadas afirmaram que não há crise de abastecimento. O Coritiba informou que recebe seu enxoval diretamente da Spieler, fábrica de Joinville (SC), mais próxima ao clube da capital paranaense.
Já o Goiás afirmou que o material esportivo também vem de Fortaleza (CE), mas é confeccionado pela Bomache. A fábrica ficou famosa nos anos 2010 por produzir material esportivo de marcas próprias de vários clubes com torcidas fortes regionalmente, como América-MG, Coritiba, Fortaleza, Paysandu, Remo e Santa Cruz.
A Ponte Preta, por sua vez, desmentiu as notícias de que poderia trocar a Diadora pela Volt Sport. Segundo Ricardo José Silva, diretor comercial, de marketing e de comunicação do clube, a confusão aconteceu porque sua parceira de material esportivo trocou recentemente de confecção.
“A Diadora decidiu mudar a fábrica e escolheu o Grupo Martins. Dentre vários negócios que ele tem, um deles [é que] são licenciados da marca Volt. Eles fabricam os uniformes da Volt para quem carrega essa marca”, contou Silva, em entrevista à Rádio Bandeirantes Campinas.
“Mas nós não temos nada a ver com essa marca. Nós vamos comprar Diadora da mesma confecção que faz a Volt”, explicou o diretor.
Por fim, o ABC admitiu ter havido atraso na entrega dos enxovais desta temporada. No entanto, o clube de Natal (RN) não chegou a correr o risco de ficar sem material esportivo para a disputa da Série D. Procurada para comentar o assunto, a Voleio/B360 não respondeu.
