Um estudo realizado pela Navigate, a pedido do site Sports Business Journal (SBJ), apontou que os patrocinadores que detêm os naming rights dos estádios norte-americanos que receberão jogos da Copa do Mundo 2026 podem perder até US$ 134,8 milhões em valor de mídia global.
A política da Fifa exige que todos os locais do torneio estejam livres de marcas comerciais existentes, o que resultará na cobertura dos logotipos e na ausência de menções durante transmissões dos jogos.
O MetLife Stadium, que sediará oito partidas incluindo a final, é um dos mais afetados. A Navigate estima que a seguradora MetLife perderá cerca de US$ 20 milhões em exposição global.
“Embora o contrato de direitos de nomeação da NFL inclua muitos outros ativos além da exposição na mídia — incluindo placas, ingressos e outros direitos de ativação —, não achamos absurdo considerar que o espaço reservado para a Copa represente aproximadamente um terço do valor anual nos Estados Unidos associado ao pacote atual”, analisa Kevin Kane, vice-presidente de consultoria internacional da Navigate.
Exemplos
A AT&T, patrocinadora da Federação de Futebol dos EUA desde 2013, deve abrir mão de aproximadamente US$ 18 milhões, valor próximo ao custo médio anual do contrato de nomeação do estádio do Dallas Cowboys.
A Mercedes-Benz, por sua vez, que dá nome ao estádio em Atlanta, é a única parceira com sede fora dos EUA entre os afetados.
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Mídia
Segundo a Navigate, a maior parte da perda de valor virá da ausência de menções verbais dos comentaristas e da exclusão das marcas em redes sociais, conteúdos digitais e cobertura jornalística.
Durante o torneio, Fox e Telemundo vão se referir aos locais apenas pelos nomes oficiais designados pela Fifa, como Dallas Stadium.
Kane destacou que os países-sede costumam registrar aumento de até 50% na audiência. Para os Estados Unidos, a projeção é de crescimento entre 30% e 40% em relação aos 26 milhões de telespectadores da Copa do Mundo do Catar 2022, podendo chegar a 50 milhões.
“Os números digitais da Copa do Mundo nas redes sociais são tão massivos que são quase incompreensíveis”, ressalta o especialista.
