A temporada 2026 da WNBA começará na sexta-feira (8) com recorde na avaliação financeira das franquias. As equipes da liga norte-americana de basquete feminino atingiram um valor combinado de US$ 5,55 bilhões.
O número significa que as 13 franquias são avaliadas em uma média de US$ 427 milhões. O número representa um crescimento de quase 60% em comparação com o registrado no ano passado.
O Golden State Valkyries lidera o ranking, com avaliação de US$ 850 milhões. O top 5 é completo por New York Liberty (US$ 600 milhões), Indiana Fever (US$ 560 milhões), Seattle Storm (US$ 425 milhões) e Phoenix Mercury (US$ 420 milhões).
As avaliações foram potencializadas pelo novo acordo de direitos de transmissão, que entra em vigor na temporada atual, e o contrato coletivo de trabalho entre a liga e as atletas, que oferece novos benefícios e garantias.
As mudanças financeiras estabelecidas pelo novo acordo inclui aumento do teto salarial de US$ 1,5 milhão para US$ 7 milhões, o que permite maiores investimentos na manutenção dos elencos.
Para as atletas, o ganho médio anual passou a ser de US$ 600 mil, um valor cinco vezes superior à média dos últimos anos, enquanto o salário mínimo foi reajustado para patamares acima de US$ 300 mil.
Receitas
Ainda que tenham avaliações crescentes, as equipes da WNBA enfrentam algumas dificuldades de arrecadação. As 13 equipes acumularam receitas de US$ 410 milhões em 2025, mas como uma diferença de quase 5 vezes entre o Golden State Valkyries e o Atlanta Dream, franquia com menor avaliação da liga.
De qualquer forma, a receita média anual registrou um crescimento de 56% em comparação com o ano anterior. Em 2025, todas as franquias receberam US$ 3 milhões da WNBA como parte da da receita dos direitos de transmissão e acordos de patrocínio domésticos, para os EUA.
A expectativa é que o valor repassa seja no mínimo o dobro ao longo de 2026, principalmente por conta do início do novo acordo de direitos de transmissão.
