Flamengo, Corinthians e Palmeiras conseguiram se distanciar, ainda mais em 2026, como o top 3 das camisas mais valorizadas do futebol brasileiro. A valorização da camisa passa por estratégia, contratos polpudos e abertura de novas propriedades.
Segundo levantamento da Máquina do Esporte, O Flamengo lidera com folga essa relação, com uma camisa pesada, que hoje vale R$ 467,6 milhões. Desse montante, mais da metade (57%) é bancado pela Betano, patrocinadora máster de clube, que assinou no ano passado até 2028.
Atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores, o Flamengo tem acordo com 11 marcas em seu uniforme. A procura foi tanta, que o Rubro-Negro abriu até novas oportunidades comerciais, e negociou a frente inferior com a Ademicon por R$ 14 milhões.
De destaque na temporada houve ainda a renovação do acordo com a Shopee para as mangas (R$ 12 milhões) e a mudança no acordo com o BRB, que passou por perdas financeiras relacionadas à liquidação do Banco Master.
Mesmo cortando 60% dos investimentos em patrocínios, a instituição financeira manteve parceria com o clube. Agora, não mais utilizando sua própria marca, mas ativando o banco digital em parceria com a equipe, o Nação BRB Fla. Para estampar esse logo na clavícula, acertou pagamento de R$ 42,6 milhões por ano.
Na onda de assinar com uma empresa de carros elétricos, o Mengão acertou com a GAC Motors por três anos. Apesar de ocupar espaço no calção, uma propriedade menos valorizada, o Rubro-Negro conseguiu R$ 12,5 milhões com a montadora chinesa. O Corinthians fechou com a BYD, enquanto o Palmeiras assinou com a Leapmotor.
Corinthians

A valorização do patrocínio máster do Flamengo gerou efeito em cascata entre seus principais concorrentes. O Corinthians ameaçou deixar o Esportes da Sorte, ensaiou uma aproximação com a própria Betano, mas acabou reajustando seu contrato com a antiga parceira para R$ 150 milhões por temporada.
O clube, campeão da Copa do Brasil 2025 e da Supercopa Rei 2026, vou seu uniforme se valorizar e hoje vale R$ 276,7 milhões. Ainda assim, viu a distância para o rival carioca chegar a expressivos R$ 190,9 milhões.
Atualmente, o clube conta com oito parceiros comerciais no uniforme. Além da casa de apostas, o destaque é o contrato com a Nike, renovado em 2025, que hoje rende R$ 89 milhões ao time do Parque São Jorge, valor mais expressivo até do que o acordo da Adidas com o Flamengo.
Seus demais parceiros, porém, contribuem menos para a arrecadação total com o uniforme, entre R$ 4,1 milhões e R$9,6 milhões.
Palmeiras

O novo acordo do Corinthians com Esportes da Sorte fez o Timão se distanciar do arquirrival Palmeiras. Segundo a Máquina do Esporte apurou, o Verdão busca uma valorização do acordo com a Sportingbet, que hoje destina R$ 100 milhões à equipe dirigida pelo técnico Abel Ferreira.
Com os bônus previstos em contrato, esse valor pode ganhar um adicional de R$ 73 milhões. No entanto, na avaliação da diretoria, boa parte desse valor viria apenas em uma temporada perfeita, com a conquista do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.
Os R$ 50 milhões do contrato de material esportivo com a Puma ajudam o Palmeiras a competir com os rivais na arrecadação. O clube também possui bons acordos comerciais para outras propriedades do uniforme: Cimed (R$ 20 milhões pela clavícula), Leapmotor (R$ 20 milhões pelas costas superior) e Sil Fios e Cabos Elétricos (R$ 11 milhões pelas mangas).
No último sábado, o Palmeiras anunciou um novo parceiro, a MotoChefe, que irá ocupar a traseira esquerda do calção por cerca de R$ 3 milhões. A traseira direita já é ocupada, desde o ano passado, pela D’Italia Panelas (R$ 4 milhões), indicando o grau de procura das marcas pelos equipamentos de jogo do Verdão.
Em breve, o Palmeiras ainda irá adicionar mais um parceiro comercial ao uniforme. A Embracon aguarda apenas o período de rescisão do Palmeiras com a Ademicon, para ocupar a região do escudeto por R$ 6 milhões. O acordo com a seguradora possui metas, avaliadas pelo clube como alcançáveis, que podem valorizá-lo a até R$ 15 milhões.
Ainda sem Embracon, a vestimenta de jogo do clube hoje atinge R$ 216 milhões. Se alcançar todos os bônus previstos nos contratos com seus parceiros comerciais, o Palmeiras poderia atingir a arrecadação de R$ 316 milhões, o que representaria uma valorização de 46% no uniforme.
Demais
Os demais clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro estão distantes do top 3 em pelo menos R$ 40 milhões. São Paulo, Fluminense e Atlético-MG hoje despontam em um bloco abaixo, impulsionados principalmente por bons contratos de patrocínio máster com casas de apostas.
No andar de baixo, Vasco, Grêmio, Internacional, Athletico e Coritiba, clubes com bastante torcida e força regional, sofrem com a ausência de um patrocinador máster após o refluxo nos investimentos das bets.
O Bahia acertou recentemente com a Esportiva Bet um contrato de três meses. Os valores são mantidos sob sigilo, mas o que se sabe é que são bem inferiores ao que pagava a antiga parceira, a Viva Sorte Bet, que rescindiu em janeiro.
