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Após 60 anos, Panini deixará de produzir o álbum de figurinhas da Copa do Mundo

Topps, empresa da Fanatics, será responsável pelos cards e álbuns da Copa do Mundo e demais torneios da Fifa a partir de 2031

Álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026, produzido pela Panini, tem 980 cromos - Divulgação / Panini

Álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026, produzido pela Panini, tem 980 cromos - Divulgação / Panini

⚡ Máquina Fast
  • Fanatics assume licença da Fifa para cards colecionáveis a partir de 2031, substituindo a Panini após 60 anos.
  • A nova parceria visa globalizar o mercado e inovar a conexão dos torcedores com futebol por meio de cards autografados com patches de estreia.
  • Panini enfrenta disputa judicial contra Fanatics, acusando práticas anticompetitivas, enquanto avalia venda ou alternativas estratégicas.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Fifa anunciou que a Fanatics assumirá a licença para produção de cards colecionáveis, figurinhas e jogos de cartas relacionados à Copa do Mundo e outros torneios da entidade a partir de 2031. A Topps, subsidiária da Fanatics, ficará responsável pelo segmento. Com isso, a Panini perderá a licença da Fifa após uma parceria de 60 anos, iniciada em 1970 e que será finalizada na Copa do Mundo de 2030.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, defendeu que a nova parceria permitirá ampliar o engajamento com os torcedores.

“Com a Fanatics, vemos que eles estão impulsionando uma inovação enorme em itens colecionáveis esportivos, o que proporciona aos torcedores uma nova maneira significativa de se conectar com seus times e jogadores favoritos”, afirmou o dirigente ao site The Athletic.

Segundo ele, o acordo também reforça a estratégia de globalização da entidade que comanda o futebol mundial e gera receitas para reinvestimento na modalidade.

Expansão

O CEO da Fanatics, Michael Rubin, contou que o contrato faz parte da estratégia de crescimento internacional da empresa norte-americana.

“Nosso negócio de itens colecionáveis este ano está provavelmente 85% concentrado nos EUA. Então, ao pensarmos em como expandir globalmente, que é como transformar isso em um negócio muito maior, não há nada mais importante do que a Fifa”, declarou o executivo.

Rubin acrescentou que o futebol deve se tornar o maior negócio da companhia no longo prazo.

“Estamos pensando em crescimento global. E não há evento maior no mundo do que a Copa do Mundo a cada quatro anos”, enfatizou.

Entre as iniciativas previstas estão os cards autografados com patch de estreia, que serão usados por jogadores em suas primeiras partidas de Copa do Mundo. Esses patches serão retirados das camisas, autenticados e incorporados aos cards. Infantino confirmou que o programa começará já na Copa do Mundo de 2026, mesmo antes da entrada em vigor da licença.

Mercado

A Fanatics já havia obtido direitos exclusivos de seleções como Brasil, Inglaterra, Alemanha e Itália, além de garantir os futuros direitos da equipe dos Estados Unidos e, recentemente, da Argentina.

A empresa também foi escolhida pela Fifa para operar pontos de venda nos estádios da Copa do Mundo de 2026 e organizar o “Fanatics Fest”, evento que coincidirá com a final do torneio.

A mudança levanta dúvidas sobre o futuro da Panini, que considerou vender a empresa em 2025. Documentos indicam que a companhia faturou cerca de US$ 720 milhões com produtos da Copa do Mundo do Catar 2022 e projeta receitas superiores a US$ 1,4 bilhão nas edições de 2026 e 2030. A atual edição do álbum de figurinhas conta com o número recorde de 980 cromos, graças à expansão da Copa do Mundo para 48 seleções.

LEIA MAIS: Panini monta estratégia para atrair Geração Z ao álbum da Copa do Mundo de 2026

Apesar da perda da licença, a empresa italiana afirmou a potenciais compradores que continua valorizada e avalia alternativas estratégicas, incluindo abertura de capital ou parceria com investidores.

Disputa

Vale lembrar que o cenário de colecionáveis tem sido marcado por uma batalha judicial entre Panini e Fanatics. A Panini acusa a concorrente de práticas anticompetitivas e monopolização do mercado de cards esportivos.

A Fanatics, por sua vez, nega as acusações e afirma que a Panini adotou práticas comerciais desleais. O processo segue em andamento.