A BR Media divulgou dados do Observatório da Influência sobre o impacto da Copa do Mundo 2026 nas redes sociais. O estudo indica que eventos esportivos apresentam taxa de engajamento de 5,2%, mais que o dobro da média do calendário (2,3%), e favorabilidade de 34% nos comentários.
A saturação de conteúdos gera um desafio para as marcas: não basta apenas o alcance, é preciso ter capacidade de criar conexão real com o público.
“Nenhum outro meio tem o mesmo poder de contextualização cultural e de geração de conexão genuína com audiências reais. Durante a Copa, isso se potencializa”, analisa Thiago Bispo, presidente da BR Media.
Comunidades
O levantamento mostra que o consumo de conteúdo se fragmenta em diferentes frentes, como entretenimento, moda, gastronomia e lifestyle.
“Em vez de falar com o público da Copa, as marcas precisam olhar para comunidades específicas e territórios de interesse. É aí que se constrói relevância”, aponta Bispo.
O setor de alimentos e bebidas lidera em engajamento e profundidade de interação. Já o segmento de apostas aparece com capacidade de gerar conversas duas vezes superior, mas com maior risco de polarização.
O estudo também aponta oportunidades para áreas como moda e beleza, que podem se conectar às conversas periféricas do evento.
Timing
Outro ponto destacado é o tempo de resposta. O ciclo de atenção durante a Copa do Mundo é acelerado e guiado por partidas e resultados. Campanhas que não acompanham esse ritmo tendem a perder impacto.
De acordo com o especialista, marcas que conseguem se inserir nas conversas certas, no momento exato, ampliam seu potencial de eficiência.
“A audiência quer fazer parte do movimento cultural em torno da Copa, que vai muito além dos fãs do esporte ou dos jogadores em campo. Essa parcela tem um alto poder de engajamento e não deve ser ignorada pelas marcas”, comenta ele.
