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Flashscore planeja conquistar 27 milhões de novos usuários com cobertura da Copa 2026

Máquina do Esporte entrevistou Martin Matějka, diretor de marketing da empresa, e Alexandre Vasconcelos, diretor regional no Brasil

Martin Matějka é diretor de marketing da Flashscore - Divulgação / Flashscore

⚡ Máquina Fast
  • Flashscore projeta 27 milhões de novos usuários na cobertura da Copa do Mundo de 2026, com uma operação editorial global em 13 mercados.
  • A plataforma aposta em conteúdo multiplataforma e narração ao vivo para quase 100 partidas, ampliando a experiência da segunda tela.
  • Flashscore prioriza simplicidade e contexto na apresentação de estatísticas, com sistema avançado de avaliação de jogadores baseado em suas funções.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Cada edição da Copa do Mundo possui sua peculiaridade. Na de 2026, que tem como sedes Estados Unidos, Canadá e México, uma das grandes marcas consiste no fato de que ela consolida um modelo de consumo de conteúdos baseado na segunda tela, em que o jogo propriamente dito divide a atenção com outras plataformas digitais usadas simultaneamente pelos espectadores.

Principal produto da Livesport, empresa de tecnologia tcheca fundada em 2006, a Flashscore ultrapassou a marca de 125 milhões de usuários ativos mensais ao redor do mundo, em 2025, e acumula quase 200 milhões de downloads de aplicativos.

Grandes eventos esportivos globais têm sido fundamentais na estratégia de expansão da plataforma, que ganhou 16 milhões de novos usuários na Copa do Mundo de 2022, além de 20 milhões durante a Eurocopa e a Copa América de 2024 e de 5 milhões na Copa do Mundo de Clubes de 2025.

Para a Copa do Mundo de 2026, a meta é ousada. A Flashscore projeta conquistar 27 milhões de novos usuários com a cobertura do torneio, que consiste numa das maiores operações de conteúdo de sua história.

Muito além das estatísticas

A Máquina do Esporte entrevistou entrevistou Martin Matějka, diretor de marketing da Flashscore, e Alexandre Vasconcelos, diretor regional da plataforma no Brasil, que comentaram sobre como foi planejada a cobertura da Copa do Mundo 2026, que buscará ir muito além das estatísticas e se aprofundar na análise do jogo, traduzindo os números para o torcedor comum.

“Na minha visão, é muito importante fornecer contexto aos usuários. Dados e resultados continuam sendo uma parte fundamental da nossa comunicação, mas hoje também conseguimos oferecer mais informações relacionadas ao esporte e, especialmente, ao futebol. Em situações pré-jogo, por exemplo, conseguimos oferecer análises, previsões e estatísticas. Como plataforma de mídia, também conseguimos cobrir tudo o que acontece após as partidas e entregar reportagens, análises e conteúdo editorial para os usuários”, afirma Martin Matějka.

O objetivo da plataforma é produzir, durante a Copa de 2026, até 1,5 mil conteúdos em 13 mercados, incluindo notícias em tempo real, análises de partidas, reportagens baseadas em dados, entrevistas exclusivas, vídeos e atualizações ao vivo produzidas diretamente dos Estados Unidos, Canadá e México.

Nessa operação, a Flashscore conta ainda com criadores de conteúdo e influenciadores atuando em países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França e México.

“Teremos uma equipe de mídia social produzindo conteúdo diretamente dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Dois integrantes da nossa equipe estarão no local, produzindo conteúdo ao longo de todo o torneio. Também teremos um jornalista brasileiro cobrindo a competição presencialmente, além de jornalistas de diversas operações da Flashscore ao redor do mundo, incluindo mercados de língua espanhola e inglesa”, explica Vasconcelos.

O executivo lembra que todo os conteúdos produzidos nessa operação são distribuídos globalmente pela plataforma.

“Se um jornalista produzir uma matéria em Houston, por exemplo, ela poderá ser traduzida para todos os idiomas atendidos pela Flashscore e distribuída globalmente. Isso significa que os usuários brasileiros terão acesso não apenas à cobertura local, mas também a uma operação editorial global”, diz.

Experiência de segunda tela

Matějka reconhece que o avanço do fenômeno da segunda tela no consumo de mídia pode ser considerado um dos principais motores do crescimento da Flashscore.

“Na minha visão, a Flashscore é o companheiro perfeito para acompanhar esportes. Enquanto as pessoas assistem a uma partida na televisão, elas podem ter nosso aplicativo em mãos e acessar instantaneamente estatísticas adicionais. Mesmo dentro dos estádios, os torcedores aproveitam a atmosfera e a experiência do jogo, mas todas as estatísticas que não conseguem visualizar naquele momento podem ser encontradas no aplicativo”, avalia.

Dentro dessa lógica, a cobertura preparada pela Flashscore para a Copa de 2026 aposta em um modelo multiplataforma, que alia conteúdos para as redes sociais (próprias e de influenciadores parceiros) e também o trabalho realizado dentro do aplicativo.

“Tudo foi pensado como uma estratégia integrada. E vai além das redes sociais. Também temos narração em áudio. Durante a Copa do Mundo, faremos a narração ao vivo de quase 100 partidas. Em muitos casos, essas transmissões alcançam audiências superiores às de rádios locais. Estamos falando de 80 mil a 100 mil ouvintes acompanhando uma partida. Os parceiros também estarão presentes nessas transmissões em áudio”, afirma Vasconcelos.

Alexandre Vasconcelos é diretor regional da Flashscore no Brasil – Andressa Baldoni / SportInsider

Simplicidade no uso

Para Matějka, a cobertura da Copa pela Flashscore, em um cenário marcado pela busca cada vez mais intensa por dados precisos e confiáveis, não pode se resumir a oferecer a maior quantidade possível de estatísticas.

“Um dos nossos princípios mais importantes é a simplicidade e a facilidade de uso. Criamos interfaces intuitivas que permitem aos usuários acessar e compreender estatísticas avançadas de forma rápida. Hoje existe uma quantidade enorme de dados disponíveis e é muito fácil se perder nesse universo. Nosso objetivo é entender o que o usuário procura e entregar a informação certa, no momento certo e dentro do contexto correto”, afirma.

Um dos cuidados da plataforma, segundo o executivo, é ampliar a oferta de dados, mas sem sobrecarregar o usuário.

“Um ótimo exemplo dessa filosofia é o novo Flashscore Player Rating 2.0. Coletamos estatísticas e dados de jogadores de diferentes parceiros, especialmente da Opta, e criamos nossos próprios cálculos para gerar as avaliações. A nota não é baseada apenas em gols, finalizações ou passes. Também levamos em consideração a função específica que cada jogador desempenha dentro de campo. Existe uma diferença significativa entre avaliar um atacante e avaliar um meio-campista”, explica Matějka.

De acordo com Vasconcellos, a ideia é fazer com que a nota atribuída pelo sistema reflita efetivamente a função exercida pelo jogador.

“Um lateral tradicional não deve ser avaliado da mesma forma que um lateral invertido que participa intensamente da construção das jogadas”, diz.