A marca da Copa do Mundo foi avaliada em US$ 5,2 bilhões por um levantamento realizado pela consultoria Brand Finance. O valor representa um crescimento expressivo em relação à edição de 2010, disputada na África do Sul, quando a competição masculina possuía um valor estimado em US$ 1,5 bilhão.
O estudo indica que a maior aceleração desse montante ocorreu no ciclo entre os mundiais da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022, registrando um aumento de 71%. A trajetória de alta se manteve para o atual evento sediado por Estados Unidos, México e Canadá, edição marcada pela expansão do formato para 48 seleções.
A consultoria ressalta, contudo, que o desempenho comercial caminha em paralelo a debates frequentes sobre a governança da Fifa e o nível de acessibilidade do esporte ao público. Entre as polêmicas recentes da entiudade, estão questionamentos sobre os valores de ingressos para jogos do Mundial e a aproximação entre Gianni Infantino, presidente da federação internacional de futebol, e Donald Trump, presidente dos EUA.
“O que é particularmente impressionante é que marcas, emissoras e torcedores continuam marcando presença em peso, o torneio em si muitas vezes transcende a política que o envolve”, disse Scott Moore, diretor de serviços esportivos da Brand Finance.
“No entanto, o apelo global traz consigo expectativas maiores. Com mais seleções, mais partidas e três países-sede, a oportunidade é significativa, mas a pressão sobre a Fifa para proteger e fortalecer uma das marcas mais valiosas e influentes do esporte mundial também é”, completou.
Composição
A estrutura de valor da marca tem os acordos de patrocínio como principal base, segmento responsável por US$ 1,9 bilhão em 2026. Adidas, Coca-Cola, Hyundai/Kia, Aramco, Lenovo, Qatar Airways, Visa, Michelob Ultra, Bank of America, Hisense, Lay’s, McDonald’s, Mengniu e Dove estão entre os principais parceiros.
De acordo com a Brand Finance, a geração de valor para as marcas parceiras não está computada neste valor específico e será alvo de estudos futuros da consultoria.
Os direitos de transmissão aparecem como a segunda maior frente de valorização, somando US$ 1,8 bilhão. O valor é sustentado por contratos de longo prazo firmados com grandes grupos de mídia em diversos continentes.
Juntos, os setores de patrocínio e mídia representam mais de dois terços do valor total da marca do torneio.
A comercialização de ingressos agrega US$ 809 milhões ao valor da marca, seguida pelo licenciamento e venda de produtos oficiais, com US$ 397 milhões. O restante, aproximadamente US$ 313 milhões, vem de e áreas como hospitalidade e produtos digitais.
EUA
O fato da Copa do Mundo 2026 ter os Estados Unidos entre os países-sedes influencia diretamente de maneira positiva na avaliação do torneio como marca.
Segundo o Índice Global de Poder Brando da Brand Finance, o país lidera o ranking mundial nesse quesito e ocupa a terceira colocação em influência no esporte. Este fator traz oportunidades de negócios e amplia a observação do mercado sobre a capacidade organizacional da nação.
