Quem tem acompanhado o futebol mundial, ao longo das duas últimas décadas, certamente se acostumou a encarar Cristiano Ronaldo como uma presença quase que perene, sempre brilhando dentro e fora dos gramados.
Ao lado do argentino Lionel Messi, o atacante português (nosso personagem do dia) alcançou o status de grande estrela desse esporte numa atualidade que já dura mais de 20 anos. Muitos fãs talvez nem estivessem preparados para aceitar que, algum dia, esses tempos de glória chegariam ao fim.
Nesta segunda-feira (6), ele talvez tenha encerrado sua história em Copas do Mundo, após Portugal ser eliminado pela Espanha nas oitavas de final do torneio, numa derrota por 1 a 0.
O provável “adeus” ocorre de maneira um tanto melancólica, com CR7 tendo uma participação não tão brilhante quanto seus fãs desejariam e bem abaixo do desempenho dos superastros que têm brilhado nesta edição, como o próprio Messi e também nomes como Kylian Mbappé, Harry Kane e Erling Haaland.
Sua trajetória em Mundiais teve início em 2006, na edição da Alemanha. Comandado pelo técnico brasileiro Felipão (que, no torneio anterior, havia conduzido o Brasil ao pentacampeonato), o time português fez uma grande Copa, chegando às semifinais da competição e terminando em quarto lugar na classificação geral (segunda melhor participação do país, ficando atrás apenas do lendário time de 1966, de Eusébio e Mário Coluna, que ficou em terceiro).
Verdadeiro “Highlander” do futebol mundial (quem for jovem demais para compreender o termo, basta consultar o Google ou alguma IA para descobrir do que se trata), Cristiano Ronaldo disputou seis Copas na carreira, tendo anotado gols em todas elas.
Ao marcar na semana passada contra a Croácia, de pênalti, o atacante de 41 anos de idade tornou-se o segundo atleta mais velho a balançar as redes na história do torneio, ficando atrás apenas do camaronês Roger Milla, que tinha 42 quando realizou esse feito em 1994.
Ao conceder entrevista ao Sportv, após o fim do jogo contra a Espanha, CR7 deu indícios de que sua trajetória em Mundiais chegou ao fim.
Indícios pois, no frigir dos ovos, sua fala foi dúbia: ao mesmo tempo em que afirma que esta seria sua última Copa, ele diz que terá tempo para tomar uma decisão mais fria.
“Estou normal, triste por sair dessa maneira do Mundial. Mas, como disse ontem na coletiva, dei o meu melhor e saio com a consciência tranquila. Essa é a vida de um jogador de futebol. Às vezes, ganhamos, outras perdemos e precisamos continuar. A verdade é que foi meu último Mundial, e agora terei tempo com a minha família para não decidir as coisas de cabeça quente”, declarou.
A Copa do Mundo de 2030, vale lembrar, terá Portugal como uma das sedes. Na ocasião, Cristiano Ronaldo estará com 45 anos.
Para outro atleta qualquer, a idade poderia ser considerada uma barreira insanável para a disputa de um torneio de altíssimo nível. No caso do “Robozão”, porém, quem pode garantir que ele não estará preparado fisicamente para aterrorizar as defesas adversárias em mais um Mundial?
Nike e Clear homenageiam o craque
De todos os embaixadores da Nike eliminados até o momento nesta Copa (como croata Luka Modrić ou o brasileiro Vinicius Júnior), Cristiano Ronaldo foi o único a receber uma homenagem especial tanto no perfil principal da marca quanto no @nikefootball.
Regalias que só o ser humano mais seguido do Instagram, com 671 milhões de fãs, poderia obter.
Outra marca que não poderia deixar ficar de fora das celebrações ao astro português é a Clear, que teve CR7 como principal garoto-propaganda ao longo das últimas décadas, embora conte atualmente com outros rostos de destaque no futebol, como Vinicius Júnior.
