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Balanço tecnológico da Lenovo na Copa 2026 expõe avanço do uso de IA no torneio

Ferramentas com inteligência artificial foram utilizadas para análises esportivas em tempo real, estabilização de imagens para transmissão e gestão de dados

Árbitro espanhol Alejandro José Hernández em ação durante jogo entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo 2026 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • O Mundial de 2026 utilizou inteligência artificial em análise de desempenho, arbitragem e transmissão, com mais de 25 mil equipamentos gerenciados em 16 cidades-sede.
  • A plataforma Fifa AI Pro processou mais de 2 mil métricas de desempenho e permitiu consultas em 16 idiomas para equalizar o acesso à inteligência esportiva entre as seleções.
  • A gestão do torneio contou com um Centro de Comando Inteligente que integrou dados de 40 áreas e usou processamento em nuvem para otimizar a logística nos três países-sede.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Após a conclusão da Copa do Mundo 2026, a Fifa e a Lenovo, fornecedora oficial de tecnologia do evento, apresentaram os resultados da operação técnica do campeonato. O relatório demonstrou o avanço na utilização de tecnologias de inteligência artificial (IA) no Mundial.

A competição, que marcou o formato expandido com 48 seleções e a logística dividida entre Canadá, Estados Unidos e México, exigiu a implementação de um sistema interligado em 16 cidades-sede e mais de 600 pontos de operação.

Os dados indicam que a infraestrutura geriu mais de 25 mil equipamentos ao longo de 104 partidas. Houve a aplicação em larga escala de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) direcionadas à análise de desempenho, arbitragem, transmissão televisiva e gestão operacional do torneio.

Uma das principais ferramentas testadas na atual edição foi a plataforma Fifa AI Pro, desenvolvida para fornecer análises em tempo real para as equipes participantes. O sistema operou a partir de milhões de pontos de dados e processou mais de 2 mil métricas de desempenho.

A tecnologia introduziu consultas baseadas em linguagem natural, permitindo que comissões técnicas acessassem estatísticas oficiais e relatórios de vídeo em 16 idiomas diferentes. Segundo a gestão técnica do evento, a ferramenta registrou milhares de consultas por parte de mais de 300 usuários oficiais ligados às delegações, com a proposta de equalizar o acesso à inteligência esportiva entre as nações participantes.

Mídia

O suporte tecnológico também viabilizou a integração do Referee View, sistema que forneceu imagens em tempo real a partir da perspectiva do árbitro em campo. A aplicação de IA foi responsável por estabilizar as gravações originadas nas câmeras corporais, reduzindo os movimentos bruscos em até 60% para atender ao padrão de transmissão televisiva em movimento.

A arbitragem foi impactada, esportivamente, pela tecnologia de auxílio por vídeo. O torneio utilizou a tecnologia de impedimento semiautomatizada com o apoio de avatares digitais em 3D.

O processo demandou o escaneamento e a modelagem prévia de todos os 1.248 jogadores inscritos, fornecendo ao VAR imagens vetorizadas das dimensões corporais de cada atleta para embasar as marcações de linha e a exibição gráfica para o público.

Gestão

No suporte administrativo, a organização do torneio estabeleceu um “Centro de Comando Inteligente”, que funcionou como um painel centralizado para monitoramento logístico.

A plataforma integrou dados gerados por mais de 40 divisões funcionais da federação, cruzando informações sobre segurança, bilheteria, logística de deslocamento e infraestrutura.

O processamento dos dados em nuvem foi implementado para auxiliar a coordenação entre os três países-sede, agilizando a identificação de riscos e a resolução de gargalos operacionais durante a competição.