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Jogos de futebol criados com IA desafiam EA Sports FC e Football Manager na disputa pela atenção

Copero, El Ídolo e 7a0 mostram como a inteligência artificial permite criar simuladores de carreira esportiva em poucos dias e com forte potencial de viralização nas redes sociais

⚡ Máquina Fast
  • Joguinhos de carreira esportiva feitos com IA generativa estão ganhando popularidade por serem gratuitos e fáceis de compartilhar.
  • Esses minigames utilizam nomes e times genéricos, evitando custos de licenciamento que oneram jogos tradicionais como Football Manager e EA Sports FC.
  • O uso crescente de IA na criação de jogos reduziu custos e criou um novo segmento focado em experiências rápidas e casuais, competindo pela atenção de jogadores menos dedicados.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Um novo tipo de joguinho de carreira esportiva vem se espalhando pela internet, feito não por grandes estúdios como Electronic Arts (EA) ou Konami, mas por pessoas comuns usando ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, especialmente Claude, para montar em poucos dias um produto jogável e fácil de compartilhar.

O “Copero” e o “El Ídolo” são só dois deles: simuladores gratuitos de carreira de futebol no navegador, com criação de jogador ou treinador, decisões ao longo da trajetória e resultado pronto para postar. O brasileiro 7a0, focado em montar seleções e times dos sonhos (dream teams) de Copas do Mundo, é talvez o maior sucesso, já que teve mais de 12 milhões de pessoas jogando em diversos países (veja o post do criador explicando alguns insights). Todos compartilham o mesmo formato: decisão simples, progressão rápida e final feito para o print.

O detalhe que separa esses jogos do mercado tradicional é que eles não pagam nada do que sustenta a indústria por trás do futebol. Football Manager, EA Sports FC e eFootball carregam um custo pesado de licenciamento de nomes, clubes e competições, além de orçamento de produção e ciclo anual de lançamento. A Konami soma mais de 850 milhões de downloads via “free-to-play”, enquanto, em um segmento parecido, ainda esportivo, a EA teve receita de mais de US$ 1 bilhão com seus jogos de futebol americano.

Os minigames, por outro lado, usam nomes e times sem esse tipo de acordo, funcionando como uma versão “genérica” do gênero, viável justamente porque a IA derrubou o custo de produção a ponto de o jogo não precisar de receita nenhuma pra existir. Para exemplificar isso, só na Steam, o número de jogos que declararam uso de IA generativa saltou de cerca de 1 mil em 2024 para quase 8 mil no ano seguinte.

Isso muda a natureza da disputa. Football Manager, EA Sports FC e eFootball competem entre si por orçamento, licenciamento e retenção de longo prazo, enquanto esses minigames parecem competir pela atenção de um jogo mais casual, que oferece “storytelling” simples, mas ainda envolvente, de quem só quer viver uma versão rápida e compartilhável da fantasia de carreira esportiva, sem pagar nada e sem se comprometer com dezenas de horas de jogo.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.