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Conmebol se pronuncia sobre crise na Fifa, mas sem dizer muita coisa

Entidade sul-americana manifestou preocupação com a governança e reforçou a necessidade de diálogo institucional

Alejandro Domínguez é presidente da Conmebol desde 2016 - Divulgação / Conmebol

Alejandro Domínguez é o presidente da Conmebol - Divulgação / Conmebol

⚡ Máquina Fast
  • Conmebol apoia decisão da Fifa de retirar a proposta Fifa Forward Enterprise que envolvia venda de direitos comerciais.
  • Entidade cobra diálogo e respeito aos mecanismos institucionais para preservar a governança do futebol.
  • Alejandro Domínguez defende expansão da Copa do Mundo para 64 seleções com maior participação sul-americana.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulgou um comunicado sobre a crise de gestão da Fifa após a retirada da proposta da Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de 20% dos direitos comerciais do futebol a investidores ligados ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

O texto, publicado nesta quinta-feira (6), que não diz muita coisa, afirma que o Conselho da entidade “celebra a decisão da Fifa” de abandonar o plano e defende a preservação da institucionalidade no futebol.

Governança

No comunicado, a Conmebol destacou preocupação com “ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos”.

A entidade lembrou que há mais de dez anos a Fifa promoveu reformas em seus estatutos para fortalecer transparência e governança, estabelecendo procedimentos claros para solucionar controvérsias.

Em nenhum momento, porém, citou o presidente da entidade, Gianni Infantino, autor da proposta e peça central em polêmica com outras entidades continentais, como Uefa, AFC e Concacaf.

Segundo o Conselho da Conmebol, “aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem sempre privilegiar o diálogo, o respeito às normas e a construção de consensos”.

Eleição

O texto também menciona o processo eleitoral da Fifa. O prazo para apresentação de candidaturas à presidência termina em 18 de novembro de 2026.

O Congresso da entidade, formado por 211 associações membro, será responsável por eleger o próximo presidente, em março de 2027, que conduzirá a organização até a Copa do Mundo Centenária de 2030, que terá jogos na Argentina, Espanha, Marrocos, Paraguai, Portugal e Uruguai.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, é um entusiasta da proposta de aumentar o Mundial da Fifa para 64 seleções, pleito que é rejeitado pela Uefa e entidades europeias.

O dirigente está de olho em oferecer até oito vagas diretas e uma na repescagem aos países sul-americanos. Na prática, isso criaria a possibilidade de até 9 das 10 seleções do continente disputem a Copa do Mundo 2030, que já tem Argentina, Paraguai e Uruguai garantidos por serem anfitriões.

A Conmebol afirmou que não apoiará qualquer atuação que desconsidere os mecanismos institucionais e reforçou a necessidade de preservar a unidade da “família do futebol”. O comunicado conclui com a enigmática frase: “Porque acima de qualquer diferença, o futebol vem em primeiro lugar”.

Comunicado

Leia abaixo a íntegra do comunicado da Conmebol:

O futebol vem em primeiro lugar. Conselho da Conmebol faz um chamado à preservação da institucionalidade

Diante dos acontecimentos que afetam a família do futebol, o Conselho da Conmebol, reunido nesta data, celebra a decisão da Fifa de retirar a proposta Fifa Forward Enterprise.

O Conselho manifesta, de forma unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação.

Em questão de dias, o futebol passou de ocupar o centro das atenções mundiais em razão da realização de um extraordinário evento esportivo para concentrar o debate público em temas relacionados à sua governança.

Há mais de dez anos, a Fifa promoveu uma ampla reforma de seus Estatutos com o objetivo de fortalecer a institucionalidade, a transparência e a boa governança, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para solucionar controvérsias que possam surgir no âmbito da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito às normas que regem nossa organização.

Esse marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, aqueles que têm a responsabilidade de conduzir nossas organizações devem sempre privilegiar o diálogo, o respeito às normas e a construção de consensos. Quando esses princípios são deixados de lado, perde o futebol e perdemos todos.

O FUTEBOL É DE TODOS.

Seu futuro somente pode ser construído com base no respeito à institucionalidade, à governança e aos procedimentos democráticos que representam as 211 Associações Membro da FIFA.

No próximo 18 de novembro de 2026 será encerrado o prazo para a apresentação de candidaturas à Presidência da Fifa. Posteriormente, o Congresso da Fifa elegerá, por meio do voto de suas 211 Associações Membro, a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização no próximo mandato, incluindo a organização da Copa do Mundo Centenária da FIFA 2030.

Consequentemente, a Conmebol não apoiará qualquer atuação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais.

O Conselho da Conmebol faz um chamado à preservação da unidade da família do futebol, à atuação com responsabilidade institucional, ao fortalecimento do diálogo e ao pleno respeito aos mecanismos de governança.

Porque, acima de qualquer diferença,

O FUTEBOL VEM EM PRIMEIRO LUGAR.