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São Paulo: Por adiantamento de R$ 140 milhões, clube escolhe Ticketmaster para gerir bilheteria e sócio-torcedor

Valor é relativo a antecipação da arrecadação com ingressos e cessão de camarote no Morumbis, devendo ser pago em até 45 dias após assinatura do contrato

Vista do Estádio do Morumbis, casa do São Paulo - Reprodução / Instagram (@saopaulofc)

Vista do Estádio do Morumbis, casa do São Paulo - Reprodução / Instagram (@saopaulofc)

⚡ Máquina Fast
  • São Paulo deve fechar contrato de cinco anos com a Ticketmaster para gerenciar bilheteria e programa de sócio-torcedor, com valor entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões.
  • Ticketmaster oferecerá adiantamento de R$ 140 milhões e investirá R$ 6 milhões na reformulação do Museu do São Paulo, inspirado no River Plate.
  • Troca da Total Acesso pela Ticketmaster ocorre devido a falhas no sistema e proposta financeira mais vantajosa, com aprovação interna prevista em breve.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A diretoria do São Paulo optou pela Ticketmaster para assumir a gestão do serviço de bilheteria do Estádio do Morumbis e do programa de sócio-torcedor do clube.

A informação foi divulgada originalmente pelos perfis do jornalista Gabriel Sá e Arquibancada Tricolor, no Instagram, e confirmadas pela Máquina do Esporte.

O contrato terá cinco anos de duração e deve envolver cifras totais que oscilam entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões. Essa projeção leva em conta as quantias obtidas pelo clube com a bilheteria dos jogos em casa e o programa de sócio-torcedor, que foram respectivamente de R$ 64,1 milhões e R$ 56,2 milhões, segundo o balanço financeiro de 2025.

Para fechar com o São Paulo, a Ticketmaster se propôs a pagar um adiantamento de R$ 140 milhões por esse contrato, dos quais R$ 110 milhões são relativos à antecipação da bilheteria e R$ 30 milhões dizem respeito à cessão de um camarote no Morumbis para a empresa.

Os valores serão pagos em até 45 dias após a assinatura do contrato, que ainda depende de aprovações das instâncias internas do clube para avançar.

A Máquina do Esporte apurou que a proposta deve ser analisada e votada ainda nesta semana pelo Conselho de Administração do São Paulo.

Depois disso, a matéria será apreciada pelo Conselho Deliberativo. O Estatuto do São Paulo estabelece prazo de até 30 dias para que o órgão convoque a reunião para debater o contrato.

Vale lembrar que o São Paulo vive um momento financeiro delicado, correndo o risco de se tornar o primeiro grande clube brasileiro a levar transfer ban com base nas novas regras de fair play financeiro do país.

Semana passada, a Anresf, agência reguladora criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), julgou procedente uma denúncia apresentada pelo Novorizontino contra o São Paulo e determinou o pagamento de uma dívida referente à contratação do volante Djhordney, realizada em janeiro.

Nesse contexto adverso, são mínimas as chances de o contrato não ser aprovado. A tendência é que os órgãos internos agilizem a análise da proposta, de modo a garantir um alívio ao caixa do clube, com o adiantamento a ser pago pela Ticketmaster.

Investimento no Museu do São Paulo

A proposta da Ticketmaster prevê um investimento de R$ 6 milhões no Museu do São Paulo, que passaria por uma reformulação inspirada no projeto que foi implantado pelo River Plate, da Argentina. Esse montante não está incluído no adiantamento a ser feito pela companhia.

A Máquina do Esporte apurou que a empresa pretende transformar o espaço em um ponto turístico relevante da capital paulista, ajudando a reforçar o faturamento do clube com a venda de ingressos e experiências.

O entendimento da diretoria é que, hoje, apesar de haver sido reformado recentemente e estar bem estruturado, o Museu do São Paulo não gera receitas para o Tricolor.

Por que Ticketmaster?

Se a proposta for aprovada pelos dois Conselhos, a Ticketmaster substituirá a Total Acesso, cujo contrato com o São Paulo iria até o fim dezembro deste ano.

A decisão de trocar a tiqueteira se deve à insatisfação do próprio clube e também dos torcedores, que já relataram constantes problemas envolvendo quedas e instabilidade no site, especialmente em jogos de maior apelo de público.

Isso sem contar as filas virtuais infindáveis e que muitas vezes terminam com uma tentativa frustrada de compra ou ingressos que esgotam instantes após o início da venda, para ressurgirem como disponíveis horas depois, sem um explicação plausível.

O São Paulo abriu um edital para a escolha da nova tiqueteira, com várias empresas apresentando propostas formais.

Duas foram consideradas aptas, pois cumpriam todas as exigências formais feitas pela diretoria do clube. Uma delas foi a da Ticketmaster. A outra foi a da NewC, que ajudou a estruturar o Avanti, do Palmeiras, maior programa de sócio-torcedor do país atualmente, e que opera ainda a bilheteria da Arena MRV, do Atlético-MG.

No mês passado, o clube já havia optado por dar andamento à proposta da Ticketmaster, embora não tenha fechado as portas para a NewC, naquele momento.

Segundo levantou a reportagem junto a fontes ligadas ao clube, entre os principais aspectos que permitiram à Ticktemaster a levar a melhor sobre a concorrente estão o valor do adiamento maior oferecido ao clube e o fato de a proposta envolver apenas capital próprio da empresa.

A diretoria também teria levado em consideração questões como o tamanho da empresa e as condições gerais que ela apresentou para assumir os serviços.

Fundo da NewC

A reportagem apurou que, pouco depois de o clube fazer essa escolha, a NewC teria feito uma sondagem informal à diretoria são-paulina para uma possível parceria com o Tricolor.

Pela oferta, a empresa assumiria o direito de uso do solo do Morumbis, situação que não faz parte dos planos da atual diretoria.

Além disso, a NewC propôs a criação de um fundo de investimentos, que captaria até R$ 500 milhões para o São Paulo.

O problema é que o São Paulo já conta com o Fundo de Investimentos de Direitos Creditórios (FIDC), lançado em outubro de 2024 com o objetivo de tentar reduzir o endividamento do Tricolor.

O novo fundo proposto pela NewC demandaria garantias que, hoje, já estão comprometidas no FIDC SPFC, o que tornaria inviável o andamento do negócio.