O mercado fitness no Brasil atingiu um faturamento anual de R$ 8 bilhões, montante que representa 3% da indústria de serviços do país e 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os indicadores fazem parte do 5º Panorama Setorial da Fitness Brasil Expo, estudo que foi divulgado na última quarta-feira (26), um dia antes do início da feira, que chegará ao fim neste sábado (29).
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O levantamento também apontou um crescimento de 50% no volume de praticantes matriculados nos últimos cinco anos, saltando de 10 milhões em 2019 para 15 milhões em 2024.
O avanço do setor, que atualmente conta com mais de 64 mil empresas ativas e viu o número de academias quase triplicar na última década, tem chamado a atenção do mercado financeiro. Para atender a essa demanda por alocação de capital, a organização do evento estruturou o Meeting de Investimento.
O fórum foi criado com o objetivo de conectar fundos de investimento e consultores aos gestores de redes de academias e de startups de tecnologia do segmento esportivo, focando em oportunidades de consolidação e modelos de franquia.
Além dos dados econômicos, a pesquisa mapeou o comportamento dos alunos. Com a consolidação das rotinas de trabalho híbrido após a pandemia, 30% dos entrevistados relataram praticar exercícios entre quatro e cinco vezes por semana. A musculação segue como a modalidade mais procurada, com 24% da preferência, seguida pela junção de corrida e caminhada, que representa 19%.
Medicina
O perfil do público também apresentou mudanças, com os alunos buscando cada vez mais a saúde preventiva e a longevidade, distanciando-se de objetivos exclusivamente estéticos.
O relatório destaca que as mulheres representam a maior parcela do público atendido por personal trainers, enquanto a população acima dos 50 anos de idade desponta como a mais fiel aos locais de treinamento. O movimento acompanha uma tendência do setor de atuar em conjunto com a medicina preventiva, incentivando o acompanhamento médico regular.
Diante do novo perfil de consumo e do movimento de interiorização das operações no país, o estudo alerta para o desafio dos gestores em evitar a “commoditização” das academias.
A transição exige que o valor percebido pelo cliente deixe de estar atrelado apenas à quantidade e estrutura de equipamentos, migrando para a excelência no atendimento e a construção de uma comunidade.
“O nosso verdadeiro negócio não é simplesmente oferecer exercícios, mas criar espaços nos quais as pessoas possam cuidar do corpo, fortalecer a saúde, construir vínculos e sentir que pertencem a uma comunidade”, exaltou Fábio Saba, diretor de educação da Fitness Brasil.
“Quando uma academia se apresenta apenas como local para fazer exercícios, corre o risco de ser comparada somente por preço perante as outras. Quando se posiciona como um espaço de saúde, relacionamento e verdadeira transformação, passa a entregar algo muito mais valioso e difícil de substituir”, completou.
