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Não tem jeito: Futebol continua liderando até entre consumidores de alta renda no Brasil

Levantamento da Globo e da PiniOn mostra que 53% da Classe A acompanha o futebol masculino, reforçando o alcance da modalidade entre públicos de maior poder aquisitivo

Torcedores do Bahia na arquibancada da Casa de Apostas Arena Fonte Nova - Letícia Martins / Bahia

⚡ Máquina Fast
  • Futebol masculino é o esporte preferido de 53% da Classe A no Brasil, superando o dobro do segundo colocado, vôlei.
  • Consumidores de alta renda representam 4,4% da população, mas concentram poder de compra e preferem futebol apesar da variedade de esportes com maior investimento publicitário.
  • Lutas e automobilismo dividem preferência com 21%, enquanto tênis registra 18% e teve contrato renovado da Globo com o Rio Open até 2031.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Uma pesquisa da Globo com a PiniOn traz um dado que contraria uma expectativa comum de que o consumidor de alta renda não assiste tanto a futebol e prefere esportes mais “exclusivos”. O levantamento aponta que 53% da Classe A tem o futebol masculino como esporte que mais costuma acompanhar, o dobro do segundo colocado.

O público de alta renda representa apenas 4,4% da população brasileira, mas concentra uma parcela desproporcional do poder de compra e tende a puxar tendências de consumo em diferentes mercados. Mesmo nesse recorte, marcado por seletividade e exigência, segundo a própria pesquisa, o futebol segue como preferência isolada.

Não é à toa que o futebol segue como o ativo mais caro do mercado esportivo brasileiro. Ele é o único esporte que consegue reunir, ao mesmo tempo, audiência de massa e audiência de alto poder aquisitivo, uma combinação que nenhuma outra modalidade no país replica na mesma escala.

Pesquisa “Consumidor de Alta Renda”, da Globo e da PiniOn – Reprodução

O vôlei aparece em segundo lugar, com 28%, à frente de basquete e futebol americano, dois esportes com histórico de investimento publicitário maior no país, o que já indica que a preferência desse público não segue necessariamente o volume de verba investida em cada modalidade.

A disputa por esse consumidor específico também aparece em outras partes do gráfico. Lutas, categoria que reúne MMA e boxe, empata com automobilismo em 21%, justamente em um momento em que propriedades como UFC e grandes eventos de boxe internacional ampliam sua presença no Brasil.

O tênis, por sua vez, modalidade historicamente associada à alta renda e que registra crescimento de interesse entre os mais jovens, aparece com 18%, dado que a própria Globo parece valorizar, já que, na semana passada, renovou o contrato de exclusividade multiplataforma com o Rio Open até 2031, informação dada com exclusividade pela Máquina do Esporte.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem é produzida por Theodoro Montoto, profissional de marketing, estratégia, planejamento e análise de mercado, e conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.