A Saudi Pro League (SPL) lançou um modelo internacional de distribuição de direitos de transmissão. A iniciativa aposta no formato direto ao consumidor (DTC) e será implementada inicialmente em 16 mercados, integrando clubes, jogadores e criadores de conteúdo no processo de comercialização das partidas por meio de um sistema de divisão de receitas.
Os torcedores dos países contemplados poderão assistir aos jogos ao vivo em canais proprietários da Liga Saudita, operando sob o modelo de pay-per-view. O sistema também prevê uma alternativa de acesso gratuito para o consumidor, viabilizada pelo patrocínio de marcas parceiras em troca de ações de engajamento, como o preenchimento de cadastros.
A primeira fase do projeto englobará Canadá, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Sérvia, Malta, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Chipre e Grécia. Toda a infraestrutura de monetização e o compartilhamento de receitas são operados pela empresa de tecnologia Recast.
“Ao democratizar o acesso e a distribuição, podemos aproximar o futebol da RSL ao vivo dos fãs internacionais, ao mesmo tempo em que damos aos criadores de conteúdo aprovados, aos nossos clubes e jogadores e a outros parceiros de distribuição uma participação genuína em nos ajudar a alcançar novos públicos”, comentou Omar Mugharbel, CEO da Saudi Pro League.
“Esta é uma oportunidade de inovar, aprender e construir novos relacionamentos com as pessoas e plataformas que moldam a forma como o esporte é descoberto e consumido em todo o mundo. Queremos explorar novos modelos que aproximem os fãs e a liga, criando valor compartilhado à medida que nosso público internacional se expande”, prosseguiu.
Direitos
A estratégia direta funciona de maneira complementar à atual rede de mídia tradicional do torneio. Hoje, o Campeonato Saudita é transmitido por 45 parceiros comerciais, incluindo empresas como ESPN, Fox, Dazn e Spotv, para mais de 180 territórios.
O formato recém-lançado focará especificamente em praças onde a liga avalia que a distribuição linear não oferece um acesso abrangente às transmissões, buscando simultaneamente construir uma base primária de dados sobre o comportamento da audiência internacional.
Criadores de conteúdo
A operação se diferencia pela inserção de criadores de conteúdo na cadeia de distribuição esportiva. A liga saudita permitirá que produtores de conteúdo previamente aprovados, além de atletas, clubes e plataformas de terceiros, promovam jogos individuais ou pacotes de partidas para suas próprias comunidades digitais.
Em contrapartida, esses parceiros receberão uma fatia direta das receitas geradas pelas vendas originadas em seus canais.
“A forma como as pessoas descobrem, consomem e se envolvem com o esporte está mudando rapidamente. Os fãs estão cada vez mais conectados a competições, clubes e jogadores por meio de plataformas digitais e dos criadores e comunidades em que confiam. Durante gerações, a distribuição de esportes foi basicamente uma relação entre detentores de direitos e emissoras”, explicou o CEO da Saudi Pro League.
“Os desenvolvimentos em tecnologia e o crescimento da ‘creator economy’ nos dão a oportunidade de adicionar outra dimensão a esse relacionamento, uma em que uma rede mais ampla de parceiros pode ajudar a conectar nosso futebol com os fãs e participar desse crescimento”, completou.
