A Bridgestone foi oficializada como nova fornecedora exclusiva de pneus da Fórmula E nesta quinta-feira (1º). A marca japonesa substitui a sul-coreana Hankook, que era dona da propriedade desde a temporada 2022/2023. A Máquina do Esporte já havia antecipado o acordo há bastante tempo, em dezembro de 2023, logo no início do contrato da Hankook com a categoria de carros elétricos.
O contrato entre Fórmula E e Bridgestone será válido por quatro temporadas, ou seja, até 2029/2030, e ainda conta com um adendo: a marca será detentora dos naming rights de quatro etapas da temporada 2026/2027. A lista conta com os e-Prix da Cidade do México (México), Berlim (Alemanha), Xangai (China) e Tóquio (Japão).
Vale lembrar que a próxima temporada da categoria, que terá início em dezembro com o e-Prix de Jedá, na Arábia Saudita, será marcada pela estreia dos carros Gen4, os mais rápidos e potentes da história da Fórmula E. Recentemente, a categoria apresentou uma reformulação da sua identidade visual, já pensando na introdução dos novos monopostos.
“Nosso retorno a um Campeonato Mundial da FIA [Federação Internacional de Automobilismo] representa uma nova e empolgante etapa que traduz a história de paixão e inovação da Bridgestone. Sob nossa missão de ‘servir à sociedade com qualidade superior’, continuamos desafiando limites em busca de desempenho e assumindo nossa responsabilidade por um futuro melhor por meio do automobilismo. No mais alto nível da Fórmula E, vamos avançar ainda mais no equilíbrio entre performance e sustentabilidade, e contribuir para construir um novo futuro para a mobilidade. Ao lado de organizadores, equipes, pilotos, parceiros e fãs, esperamos criar juntos um novo futuro”, afirmou Yasuhiro Morita, CEO global da Bridgestone.
“Estamos muito felizes em receber a Bridgestone na Fórmula E como nossa fornecedora exclusiva de pneus para a temporada 2026/2027 e além. Ao combinar uma rica trajetória no automobilismo com inovação sustentável de ponta, a Bridgestone é a parceira certa para iniciarmos esta nova era. A Gen4 representa o mais alto nível do automobilismo sustentável, e esperamos trabalhar com a Bridgestone enquanto continuamos redefinindo as corridas elétricas e impulsionando o progresso dentro e fora das pistas”, disse Jeff Dodds, CEO da Fórmula E.
Potenza Gen4
O pneu escolhido pela marca para a parceria é o Potenza Gen4, desenvolvido para maximizar o desempenho da nova geração de carros da categoria. O objetivo é contribuir para corridas mais “dinâmicas e emocionantes”.
O pneu oferece alta aderência, ampla capacidade de adaptação às diferentes condições de pista e clima encontradas ao redor do mundo e durabilidade para manter um alto nível de performance do início ao fim das corridas.
Além disso, também foi desenvolvido o Potenza Gen4 for Typhoon, pneu para chuva que permite uma condução estável mesmo sob condições intensas e com grande volume de água.
De acordo com a Bridgestone, a entrada na Fórmula E, considerada pela marca uma plataforma de tecnologia de ponta, servirá para aprimorar as tecnologias da empresa e fortalecer seus processos de desenvolvimento de produtos e fabricação. Em colaboração com diferentes parceiros, a companhia também pretende avançar em iniciativas de sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de valor, com o objetivo de deixar um legado para a sociedade.
Sustentabilidade
Com relação à sustentabilidade, uma das principais características da Fórmula E, a Bridgestone revelou que alcançou uma proporção de 65% de materiais reciclados e renováveis alocados a cada pneu, utilizando matérias-primas como negro de fumo derivado do óleo de pirólise de pneus em fim de vida útil e sílica proveniente da casca de arroz.
A borracha natural utilizada tem origem em cadeias de fornecimento submetidas aos processos de “due diligence” da Bridgestone, em conformidade com o sistema de garantia da Plataforma Global para Borracha Natural Sustentável (GPSNR, na sigla em inglês) e verificadas por terceiros.
Além disso, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono na fabricação dos pneus, 100% de energia renovável é alocada tanto para a eletricidade quanto para o calor utilizados na produção. As emissões de CO₂ relacionadas à logística também são reduzidas por meio da adoção de transportes de baixo carbono.
