A forma como uma liga distribui suas receitas ajuda a entender onde existem oportunidades e também alertas de atenção no mercado. Segundo um estudo do site Sportico na NFL, por exemplo, a receita central, negociada pela liga e dividida entre as franquias, representa 62% do faturamento, enquanto na outra ponta, na MLS, fica em 13%.
A diferença está no quanto cada clube depende de contratos coletivos ou precisa gerar dinheiro por conta própria, com ingressos, suítes, patrocínios e direitos de mídia locais.

Quem depende da própria operação
Quanto menor a participação da receita central, maior o peso dos negócios locais. Na MLB, liga de beisebol, por exemplo, 23% da receita vem da mídia regional, um modelo pressionado pela crise dos canais esportivos locais nos EUA.
A NBA, liga de basquete, também sente esse efeito: 13 franquias foram afetadas pela falência da Main Street Sports, empresa que operava canais regionais, enquanto o New York Knicks aceitou um corte de 28% no contrato com a MSG Network. Em contrapartida, o novo acordo nacional de mídia da NBA, de US$ 76 bilhões por 11 anos, elevou o repasse anual de TV por time de US$ 103 milhões para US$ 144 milhões, dando às equipes uma fonte de receita mais previsível.
Na Europa, a marca do clube ganha peso
Entre os dez maiores clubes europeus, as receitas comerciais já superam as de transmissão, como a Máquina do Esporte mostrou recentemente. Patrocínios e licenciamentos permitem que essas equipes explorem suas marcas em diferentes mercados, sem depender apenas dos direitos negociados pelas ligas.
Enquanto algumas competições dos EUA concentram uma parcela maior da receita em acordos coletivos, os gigantes europeus ampliam o valor comercial que cada clube consegue gerar por conta própria.
Onde estão as oportunidades
Essa divisão ajuda marcas e detentores de direitos a entender com quem negociar. Nas ligas mais centralizadas, a própria competição pode concentrar boa parte das oportunidades comerciais, e, nos modelos mais dependentes da operação local, os clubes ganham importância como parceiros diretos.
Por isso, além do tamanho da liga, vale entender como o dinheiro é gerado e repartido para identificar quem controla os ativos comerciais e onde há espaço para investir.
O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link.
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