A União Caribenha de Futebol (CFU, na sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira (6) seu apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa nas eleições previstas para março do ano que vem.
A decisão foi formalizada após um processo de consulta envolvendo as 25 associações-membro da entidade caribenha filiadas à Fifa. Em comunicado, a CFU afirmou que a posição coletiva reflete a avaliação das federações sobre os programas implementados pela atual gestão da entidade.
Segundo a organização, iniciativas ligadas a infraestrutura, desenvolvimento técnico, competições, futebol de base, futebol feminino e fortalecimento institucional contribuíram para o crescimento da modalidade na região.
A entidade destacou que muitas federações nacionais do Caribe operam com recursos financeiros e humanos limitados e que os programas da Fifa ampliaram oportunidades para o desenvolvimento do futebol local.
Governança
Ao anunciar o apoio a Infantino, a CFU também defendeu avanços em temas relacionados à gestão do futebol internacional.
A entidade informou que continuará cobrando maior transparência, mecanismos de responsabilização e reformas voltadas à governança da Fifa. Segundo a CFU, a expectativa é de que a federação internacional continue a “manter os mais altos padrões de governança” e amplie a representatividade de seus membros.
A CFU contou que sua posição oficial foi definida após um processo de consulta interna, com participação das federações nacionais que compõem o bloco regional.
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Desenvolvimento
O comunicado também aborda as perspectivas para o próximo ciclo de investimentos da Fifa. De acordo com a CFU, a prioridade é garantir que os futuros programas de desenvolvimento gerem benefícios sustentáveis para as associações da região.
A entidade afirmou que pretende continuar trabalhando com a Fifa para ampliar a capacidade operacional das federações, fortalecer a cooperação regional e manter o desenvolvimento do futebol como eixo central de atuação.
Oposição
A manifestação ocorre em meio à movimentação política em torno da eleição presidencial da Fifa de 2027.
Nos últimos dias, o japonês Kozo Tashima, ex-presidente da federação japonesa, anunciou a intenção de concorrer ao cargo, tornando-se o primeiro candidato a se posicionar publicamente como opositor de Infantino.
Desde os planos abandonados por Infantino de vender parte dos direitos comerciais do futebol a investidores ligados a Donald Trump, a Uefa mantém posição pela saída de Infantino.
No entanto, esse posicionamento se vê cada vez mais enfraquecido. A Confederação Asiática de Futebol (AFC), que sustentava a mesma posição da entidade europeia, já decidiu apoiar a reeleição do atual presidente.
A Concacaf, por sua vez, outra aliada de primeira hora da Uefa, vê agora a maior parte de suas federações-membro firmarem apoio a Infantino. O atual presidente já conta com suporte da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
