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Jogadoras discutem ação contra Fifa por igualdade de gênero em premiação da Copa do Mundo

Atletas pressionam por equivalência proporcional nos prêmios e cobram avanços antes da Copa do Mundo Feminina  2027

Jogadoras da Espanha comemoram o título da Copa do Mundo Feminina 2023 - Divulgação / Fifa

Jogadoras da Espanha comemoram o título da Copa do Mundo Feminina de 2023 - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • Jogadoras de seleções femininas ameaçam ação judicial contra a Fifa por igualdade nas premiações da Copa do Mundo.
  • Fifa planeja dobrar a premiação da Copa do Mundo Feminina 2027, mas valor ainda ficará US$ 230 milhões abaixo do proporcional ao masculino.
  • Fifa e Fifpro afirmam que negociações sobre igualdade salarial seguem em andamento, com otimismo sobre progresso nas discussões.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Jogadoras de seleções femininas de diferentes países avaliam a possibilidade de ingressar com uma ação judicial contra a Fifa caso a entidade não avance na equiparação das premiações da Copa do Mundo Feminina em relação à competição masculina.

A pressão ganhou força após uma carta enviada em setembro pela Fifpro, sindicato global dos jogadores, e representantes de 45 países, entre eles Espanha, atual campeã mundial, Inglaterra e Estados Unidos. O documento pede mudanças estruturais na relação entre a entidade e as atletas.

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No texto, as jogadoras defendem “premiações proporcionais e iguais para as Copas do Mundo da Fifa masculina e feminina”, além da criação de padrões mínimos para as seleções femininas e de “um acordo coletivo global e vinculativo entre a Fifa e a Fifpro”.

A carta também destaca o legado buscado pelas atletas. “Como jogadoras de seleções nacionais, queremos deixar o futebol feminino em melhor situação do que o encontramos”.

Desigualdade

A discussão ocorre apesar do compromisso público assumido pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, que em 2023 afirmou ter a “ambição” de alcançar igualdade salarial até 2027. Até o momento, porém, não há um acordo formal que torne essa meta obrigatória.

A diferença entre os valores distribuídos nos dois torneios continua significativa. Na Copa do Mundo Feminina 2023, a Fifa distribuiu US$ 110 milhões em premiações, além de US$ 40 milhões destinados à preparação das seleções e pagamentos a clubes.

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A expectativa é que os valores para a Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizado no Brasil, mais do que dobrem.

Ainda assim, a premiação permaneceria cerca de US$ 230 milhões abaixo do que seria considerado proporcional em relação ao torneio masculino. Como comparação, a Fifa distribuiu US$ 871 milhões na Copa do Mundo 2026.

Pressão

Segundo fontes ligadas a sindicatos nacionais de jogadores, existe disposição para levar o caso à Justiça caso não haja um compromisso mais claro da entidade com a igualdade de gênero.

O argumento é baseado, entre outros pontos, no Artigo 23 do Código de Ética da Fifa, que trata de discriminação. As fontes também destacam que a entidade possui reservas projetadas em US$ 6 bilhões, o que, na avaliação delas, permitiria absorver os custos de uma equiparação.

A própria Fifpro, no entanto, não participaria de uma eventual ação judicial. O sindicato concordou, em junho, em encerrar os processos que movia contra a Fifa.

Em nota conjunta, Fifa e Fifpro afirmaram que as negociações seguem em andamento e classificaram o envio de documentos formais como parte do diálogo institucional entre as partes.

“Nossa ambição inclui igualar a premiação, mas vai muito além disso”, diz o comunicado. “Ambas as organizações estão otimistas com o progresso alcançado nas discussões até o momento.”

As entidades também informaram que discutem novas condições para o ciclo de 2027, incluindo, pela primeira vez, mecanismos de remuneração destinados a federações e jogadoras que participaram das eliminatórias da competição.