O Grêmio decidiu poupar titulares e considerou perdida a partida contra o Flamengo, disputada na última quarta-feira (4) e válida pela 34ª rodada do Brasileirão, antes mesmo de ela começar. Os 3 a 1 do time carioca serão, em tese, compensados por uma classificação à final da Copa do Brasil e uma eventual conquista da competição (na ida da semifinal, o Grêmio bateu o Atlético-MG por 2 a 0; volta será neste sábado (7), na Arena MRV)?
Só se for para o amor-próprio do gremista.
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A derrota no Brasileirão só não foi pior por que o Corinthians não ganhou do São Paulo (o clássico terminou empatado sem gols). Tirando os paulistas, todos os outros adversários que estão logo acima do Tricolor Gaúcho na disputa contra o rebaixamento ganharam. Assim, a distância para a Série B vai encurtando cada vez mais.
E o desastre do rebaixamento não é só dentro de campo. Fora dele, o estrago financeiro é muito maior do que o eventual título da Copa do Brasil, que representaria a entrada de R$ 96 milhões nos cofres gremistas.
Sim, a conta a ser feita é essa.
O que vale mais? Copa do Brasil ou Brasileiro?
Ganhar a Copa do Brasil daria ao Grêmio R$ 96 milhões. Mas e não estar na Série A em 2027?
Só de partida, o clube deixaria de faturar R$ 53 milhões, que são os 40% da verba dividida igualmente pelos direitos de transmissão do campeonato. Com os variáveis, a conta passaria, tranquilamente, dos R$ 100 milhões.
Mas e a participação na Libertadores, que ele garantiria ao ganhar a Copa do Brasil? Bom, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) mudou o regulamento e, hoje, time que está na Série B não pode jogar o torneio internacional.
Ou seja: enquanto a Copa do Brasil pode incrementar R$ 96 milhões aos cofres do Grêmio em 2026, para 2027 o rebaixamento pode significar, por baixo, a perda de R$ 100 milhões no orçamento.
Isso sem falar nas perdas subsequentes de arrecadação com bilheteria, patrocínio e vendas de produtos em geral.
O que vale mais a pena? Ser campeão da Copa do Brasil ou garantir a Série A do Brasileirão em 2027?
Erich Beting é fundador e CEO da Máquina do Esporte, além de consultor, professor e palestrante sobre marketing esportivo
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