A Sprite voltou a ser o refrigerante oficial global da NBA no último mês de março, depois de 11 anos. A relação começou em 1986 e ganhou força nos anos 1990, quando a marca assumiu oficialmente a categoria de refrigerantes da liga. Agora, a Coca-Cola, dona da marca, quer recuperar essa ligação em um momento em que o basquete se mistura cada vez mais com música, moda e entretenimento.
Desde o início do novo acordo até aqui, a Sprite está investindo em campanhas com jogadores, embalagens especiais, experiências digitais e projetos ligados às comunidades que praticam o esporte, e a NBA é apenas uma parte desse plano.
Atletas, games e experiências para os fãs
A nova fase começou com a campanha global “Never Stop Refreshing the Game” (“Nunca pare de renovar o jogo”, em tradução livre), lançada em outubro para a temporada 2026/2027, com Anthony Edwards, do Minnesota Timberwolves, e Nikola Jokic, do Denver Nuggets (que protagonizou “Jokes Aside” (“Brincadeiras à parte”), que está no vídeo abaixo), como protagonistas.
Os comerciais usam o humor para explorar a personalidade dos jogadores e recuperar o estilo de campanhas antigas da Sprite, como “Obey Your Thirst” (“Obedeça à sua sede”), que incentivava o público a “ser autêntico e seguir o próprio caminho”.
A marca, claro, também quer fomentar o consumo. Latas de edição limitada terão QR codes que dão acesso a jogos digitais e promoções com prêmios, como ingressos próximos à quadra, bolas oficiais Wilson e produtos licenciados. A Sprite ainda terá presença no NBA 2K, série de videogames de basquete, com itens e recursos virtuais.
Em entrevista ao site especializado SportsPro, Mickael Vinet, executivo da Coca-Cola responsável por parcerias de esporte e entretenimento, explicou que a empresa quer envolver criadores de conteúdo desde o início da produção das campanhas. A tecnologia também deve ajudar a acompanhar as reações dos fãs e ajustar a comunicação.

Da NBA às quadras de bairro
A Sprite quer se aproximar também de quem joga basquete fora das grandes arenas. O projeto “Hoops of Refreshment” (“Aros de Refresco”) prevê recuperar quadras comunitárias, com murais e eventos ligados ao esporte. A iniciativa retoma uma relação antiga da marca com o basquete de rua, o hip-hop e a moda, referências que ajudaram a construir sua identidade.
A expansão também chega a outras competições. Além da NBA, a Sprite fechou uma parceria de vários anos com a Euroliga, principal competição europeia de clubes. Na Austrália, a marca é parceira das ligas masculina (NBL) e feminina (WNBL). E ainda se associou à Unrivaled, liga norte-americana de basquete feminino 3×3, no ano passado.

Cada acordo abre uma possibilidade diferente para a marca. A NBA dá alcance internacional e acesso a grandes estrelas, enquanto as ligas regionais aproximam a Sprite de torcedores com hábitos e referências locais. Por fim, as parcerias com competições femininas também ampliam a presença da marca em diferentes segmentos do basquete.
Por que o basquete importa para a Sprite
A escolha tem relação com a história da marca e com o público que ela busca alcançar. No Reino Unido, por exemplo, 62,4% dos consumidores de Sprite entre 16 e 34 anos declararam interesse por basquete, segundo um levantamento citado em materiais de mercado da empresa.
No Brasil, a Sprite também vive um momento de crescimento, especialmente na versão sem açúcar. Segundo a Coca-Cola Femsa, as vendas de Sprite Zero mais do que dobraram em um ano. O dado ajuda a dimensionar o momento comercial da marca, embora não haja evidências de que esse crescimento esteja ligado à parceria com a NBA.
