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Entenda como a Sprite usa o basquete para conectar esporte, cultura e experiências de marca

Da NBA à Euroliga, passando por competições femininas, marca da Coca-Cola investe em campanhas, ativações digitais e projetos comunitários para se aproximar de diferentes públicos

Sprite tem apostado no basquete dentro da estratégia de marketing esportivo da marca - Reprodução

⚡ Máquina Fast
  • Sprite retorna como refrigerante oficial da NBA após 11 anos e lança campanha global com jogadores famosos.
  • Marca investe em embalagens especiais, experiências digitais e recuperação de quadras comunitárias com projetos ligados ao basquete de rua.
  • Parcerias ampliam presença da Sprite em ligas locais, europeias e femininas, integrando basquete com música, moda e entretenimento.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Sprite voltou a ser o refrigerante oficial global da NBA no último mês de março, depois de 11 anos. A relação começou em 1986 e ganhou força nos anos 1990, quando a marca assumiu oficialmente a categoria de refrigerantes da liga. Agora, a Coca-Cola, dona da marca, quer recuperar essa ligação em um momento em que o basquete se mistura cada vez mais com música, moda e entretenimento.

Desde o início do novo acordo até aqui, a Sprite está investindo em campanhas com jogadores, embalagens especiais, experiências digitais e projetos ligados às comunidades que praticam o esporte, e a NBA é apenas uma parte desse plano.

Atletas, games e experiências para os fãs

A nova fase começou com a campanha global “Never Stop Refreshing the Game” (“Nunca pare de renovar o jogo”, em tradução livre), lançada em outubro para a temporada 2026/2027, com Anthony Edwards, do Minnesota Timberwolves, e Nikola Jokic, do Denver Nuggets (que protagonizou “Jokes Aside” (“Brincadeiras à parte”), que está no vídeo abaixo), como protagonistas.

Os comerciais usam o humor para explorar a personalidade dos jogadores e recuperar o estilo de campanhas antigas da Sprite, como “Obey Your Thirst” (“Obedeça à sua sede”), que incentivava o público a “ser autêntico e seguir o próprio caminho”.

A marca, claro, também quer fomentar o consumo. Latas de edição limitada terão QR codes que dão acesso a jogos digitais e promoções com prêmios, como ingressos próximos à quadra, bolas oficiais Wilson e produtos licenciados. A Sprite ainda terá presença no NBA 2K, série de videogames de basquete, com itens e recursos virtuais.

Em entrevista ao site especializado SportsPro, Mickael Vinet, executivo da Coca-Cola responsável por parcerias de esporte e entretenimento, explicou que a empresa quer envolver criadores de conteúdo desde o início da produção das campanhas. A tecnologia também deve ajudar a acompanhar as reações dos fãs e ajustar a comunicação.

Edição limitada da Sprite com as franquias da NBA (no caso, o Atlanta Hawks) – Reprodução

Da NBA às quadras de bairro

A Sprite quer se aproximar também de quem joga basquete fora das grandes arenas. O projeto “Hoops of Refreshment” (“Aros de Refresco”) prevê recuperar quadras comunitárias, com murais e eventos ligados ao esporte. A iniciativa retoma uma relação antiga da marca com o basquete de rua, o hip-hop e a moda, referências que ajudaram a construir sua identidade.

A expansão também chega a outras competições. Além da NBA, a Sprite fechou uma parceria de vários anos com a Euroliga, principal competição europeia de clubes. Na Austrália, a marca é parceira das ligas masculina (NBL) e feminina (WNBL). E ainda se associou à Unrivaled, liga norte-americana de basquete feminino 3×3, no ano passado.

Acordo entre Euroliga de basquete e Coca-Cola foi anunciado dias depois do acordo com a NBA – Divulgação

Cada acordo abre uma possibilidade diferente para a marca. A NBA dá alcance internacional e acesso a grandes estrelas, enquanto as ligas regionais aproximam a Sprite de torcedores com hábitos e referências locais. Por fim, as parcerias com competições femininas também ampliam a presença da marca em diferentes segmentos do basquete.

Por que o basquete importa para a Sprite

A escolha tem relação com a história da marca e com o público que ela busca alcançar. No Reino Unido, por exemplo, 62,4% dos consumidores de Sprite entre 16 e 34 anos declararam interesse por basquete, segundo um levantamento citado em materiais de mercado da empresa.

No Brasil, a Sprite também vive um momento de crescimento, especialmente na versão sem açúcar. Segundo a Coca-Cola Femsa, as vendas de Sprite Zero mais do que dobraram em um ano. O dado ajuda a dimensionar o momento comercial da marca, embora não haja evidências de que esse crescimento esteja ligado à parceria com a NBA.