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Após Copa do Mundo de 2026, jogadores da NFL pressionam por fim da grama sintética em estádios

Sindicato dos atletas da liga de futebol americano aproveitaram final do Mundial para lançar campanha em favor do piso natural

Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos, será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • NFLPA pressiona pela proibição da grama sintética nos estádios da NFL por riscos maiores de lesões aos jogadores.
  • A Copa do Mundo de 2026 intensificou o debate ao exigir grama natural em estádios da NFL usados no torneio, provocando reação dos sindicatos dos atletas.
  • Proprietários da NFL defendem a grama sintética por questões econômicas e dificuldade de manutenção da grama natural em estádios cobertos.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Encerrada no último domingo (19), a Copa do Mundo de 2026 serviu para reacender um debate intenso entre a National Football League (NFL) e o sindicado dos jogadores da liga, conhecido pela sigla NFLPA.

A discussão é velha conhecida em nosso país e volta e meia é reavivada por algum dirigente ou atleta. Já se tornou, inclusive, um tema recorrente nas constantes disputas verbais entre os presidentes do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (o Bap), e do Palmeiras, Leila Pereira.

Estamos falando, no caso, do uso de grama sintética em campos de futebol. Por aqui, a tecnologia se faz presente em estádios como Nubank Parque, Arena da Baixada e Engenhão.

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Nos Estados Unidos ela também é utilizada em 15 dos 30 estádios da NFL. Há muitos anos o NFLPA pressiona pela proibição da grama sintética, com base em argumentos similares aos que são difundidos no Brasil, sobretudo de que esse tipo de piso deixaria os atletas mais propensos a lesões.

A justificativa utilizada pelos times para manter a grama sintética tem a ver com questões de ordem econômica, incluindo a dificuldade de manutenção do piso natural.

Os proprietários do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, por exemplo, alegam que é impossível manter grama real durante os cinco meses de temporada da NFL, já que o estádio é coberto e não proporciona iluminação necessária para que o vegetal sobreviva.

Copa do Mundo intensifica debate

A Copa do Mundo, porém, serviu para intensificar essa discussão. Para se adequarem às normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa), oito estádios da NFL escolhidos para receber partidas do torneio trocaram, temporariamente, a grama sintética pela natural.

Com o fim do Mundial, as franquias proprietárias desses locais passaram a reinstalar o piso artificial, gerando revolva no NFLPA.

Durante a final da Copa do Mundo, a entidade lançou a campanha #WorthTheCost, que foi compartilhada em sua própria conta e também nos perfis de diversos atletas favoráveis ao gramado natural.

“Se for bom o suficiente para a Copa do Mundo, é bom o bastante para os jogadores da NFL”, publicou Oren Burks, em sua conta no X. Ele é membro do comitê executivo do NFLPA e joga pelo Cincinnati Bengals. “A segurança dos jogadores não deveria ser temporária. Tornem a grama obrigatória!”, prosseguiu.

“O custo de não fazer nada é pago pelos corpos dos jogadores”, afirmou Zaire Franklin, que também é dirigente do sindicato e atua pelo Green Bay Packers.

Antes do início do torneio, a entidade acusou os proprietários da NFL de fazerem pelos jogadores de futebol aquilo que se recusam a fazer pelos próprios atletas.

Atualmente, a NFL e o NFLPA integram o chamado Comitê Conjunto de Superfícies, que busca soluções para aprimorar os pisos nos estádios da liga. Embora oficialmente o órgão afirme ter conseguido reduzir as taxas de lesões na competição de futebol americano, as pesquisas mais recentes indicam que 92% dos jogadores preferem atuar em campos de grama natural.