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Copa do Mundo 2026 impulsiona consumo em vestuário, alimentação e entretenimento

Pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que 79 milhões de brasileiros pretendem gastar mais durante torneio da Fifa

Torcida brasileira durante a estreia da seleção na Copa do Mundo 2026 contra Marrocos - Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF

Torcida brasileira durante a estreia da seleção na Copa do Mundo 2026 contra Marrocos - Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF

⚡ Máquina Fast
  • A Copa do Mundo 2026 movimenta o consumo no Brasil, impactando setores como varejo de alimentos, artigos esportivos e produtos licenciados.
  • Quase metade dos brasileiros planeja comprar camisetas da seleção, com destaque para a preferência por versões piratas nas classes DE devido ao preço.
  • Álbum de figurinhas e bolões têm forte engajamento, atraindo respectivamente 30% e 39% da população interessada em entretenimento e interação social.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Copa do Mundo 2026 mobiliza o mercado consumidor no Brasil em diversos segmentos da economia. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, o torneio gera impacto direto no orçamento e nos hábitos da população.

“A Copa entra no orçamento dos brasileiros porque entra antes na rotina. Ela aparece na comida comprada para assistir ao jogo, no churrasco com família e amigos, na camiseta, no bar cheio, no álbum de figurinhas e no bolão do trabalho”, aponta Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Consumo

De acordo com o levantamento, 48% dos brasileiros pretendem comprar camisetas ou produtos relacionados ao evento, o que representa um contingente de 79 milhões de pessoas.

O estudo mapeou os principais setores ativados pelo torneio no país, destacando o varejo de alimentos, artigos esportivos e produtos licenciados.

Os dados indicam que o evento atua como um indutor de consumo de conveniência e de bens duráveis, modificando o planejamento financeiro das famílias durante o período dos jogos.

Vestuário

A camisa da seleção brasileira mantém forte apelo entre os consumidores, embora o mercado se divida entre itens oficiais e réplicas. Atualmente, 23% dos brasileiros declaram possuir o uniforme oficial, enquanto 27% contam com versões piratas e 50% não possuem nenhuma peça.

Para o período do torneio, 25% planejam adquirir um modelo oficial, 24% buscarão uma versão não oficial e 51% não pretendem efetuar a compra.

A preferência pelo mercado paralelo é mais acentuada na classe DE, na qual 33% planejam comprar camisas piratas, contra 24% que pretendem adquirir a oficial.

Entre os 51% que descartam a compra, o preço elevado é o principal obstáculo para 64% dos entrevistados. Outros 11% apontam desinteresse por futebol, 10% citam motivos políticos (índice que sobe para 24% entre eleitores de esquerda) e 4% afirmam que torcerão para outra seleção.

Alimentação

O setor de alimentos e bebidas registra as maiores intenções de gastos com a Copa do Mundo. O hábito de reunir amigos para assistir às partidas motiva 64% dos brasileiros a planejar a compra de comidas e bebidas, alcançando um mercado potencial de 105 milhões de pessoas. Além disso, 59% pretendem organizar reuniões ou churrascos durante os jogos.

“[O futebol] reúne pessoas, desperta memórias e influencia escolhas de consumo. No Brasil real, a Copa está na mesa posta, na figurinha trocada, na aposta simbólica entre colegas e nos momentos compartilhados em torno do futebol”, destaca Meirelles.

A disposição para gastos com alimentação especial varia conforme o poder aquisitivo. A intenção de compra atinge 74% na classe AB e 63% na classe C, recuando para 49% nas classes D e E.

O planejamento de reuniões e churrascos segue comportamento semelhante, sendo opção para 68% da classe AB, 55% da classe C e 47% da classe DE.

Álbum de figurinhas

O mercado de colecionáveis e jogos de prognósticos esportivos amadores também apresenta volumes expressivos. O álbum oficial de figurinhas atrai o interesse de 30% da população, o que equivale a 49 milhões de pessoas.

Essa atividade tem maior penetração entre as mulheres (32%) e em domicílios com filhos (35%). Os principais motivos para colecionar são o entretenimento e a interação familiar, ambos com 44% de citações.

Para os 70% que não pretendem colecionar o álbum, as justificativas concentram-se na priorização de outros gastos (37%), desinteresse pelo produto (33%) e ausência do hábito (31%), enquanto 26% consideram o preço das figurinhas elevado.

Paralelamente, os bolões continuam como uma ferramenta de engajamento social, com 39% de intenção de participação entre os brasileiros, movimentando interações em ambientes corporativos e familiares.

Metodologia

A pesquisa quantitativa foi realizada por meio de entrevistas digitais com autopreenchimento entre os dias 2 e 8 de junho de 2026. O Instituto Locomotiva e a QuestionPro ouviram 1.030 homens e mulheres com 18 anos ou mais, cobrindo todas as regiões do território nacional.

A amostra foi ponderada por gênero, faixa etária, escolaridade e classe social com base nos parâmetros da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Anual do IBGE, apresentando margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.