A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, para atuar contra a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mesmo após sua expulsão diante da Bósnia e Herzegovina, arranhou a imagem de Gianni Infantino, presidente da entidade.
O episódio ampliou as críticas ao dirigente sobre suposta interferência política e tratamento desigual entre as seleções que disputam o torneio.
Caso Balogun
Balogun deveria cumprir suspensão automática na partida das oitavas de final, diante da Bélgica, em jogo marcado para esta segunda-feira (6). No entanto, a Fifa aplicou o artigo 27 do Código Disciplinar e suspendeu a punição por um período probatório de um ano.
Reportagens do New York Times e da agência Reuters apontaram que a decisão foi antecedida por uma ligação de Donald Trump, presidente dos EUA, a Infantino pedindo revisão do caso. O político norte-americano agradeceu publicamente à entidade por “reverter uma grande injustiça”.
A reação internacional foi imediata. A Uefa classificou a medida como “inédita, incompreensível e injustificável”. A Federação Alemã de Futebol solicitou esclarecimentos, enquanto a Federação Belga (RBFA, na sigla local) estuda medidas jurídicas.
“Independentemente do resultado esportivo desta partida, a RBFA está profundamente preocupada com o rumo dos acontecimentos e continuará lutando nas próximas horas, dias e meses em defesa dos princípios fundamentais da ética, da competição justa e dos interesses do futebol como um todo”, afirmou a entidade, em comunicado.
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Levantamento
O Caso Balogun se refletiu na percepção dos torcedores em relação a Infantino. Segundo análise da plataforma Aposta Legal, 52% das menções ao dirigente durante a Copa tiveram teor negativo. Antes do torneio, esse índice era de 47%.
As críticas se concentram em temas como logística, uso de jatos privados, decisões de arbitragem e percepção de favorecimento a determinadas seleções.
Para os críticos, o caso Balogun reforça duas questões centrais: a percepção de tratamento desigual e a proximidade entre Infantino e Trump, que passou a ser vista como um problema de integridade esportiva.
