Após a polêmica suspensão do cartão vermelho a Folarin Balogun, Gianni Infantino, presidente da Fifa, enfrenta pressão em duas frentes. Parlamentares europeus e a ONG FairSquare solicitaram investigações sobre sua conduta no caso, ocorrido antes de jogo das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
A decisão tomada depois de um pedido direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Infantino divulgou que a decisão havia partido de um tribunal independente da Fifa.
Trump, por sua vez, gabou-se de ter interferido no processo. De qualquer forma, foi uma resolução inédita desde que os cartões amarelo e vermelho foram criados na Copa do Mundo 1970, disputada no México.
Parlamento
Nesta sexta-feira (10), 72 eurodeputados enviaram carta aos 27 presidentes das federações da União Europeia (UE) que integram a Fifa. O documento pede apuração sobre a participação de Infantino na decisão e se houve influência da administração norte-americana.
“As associações filiadas têm um papel importante a desempenhar para garantir que as regras sejam cumpridas e que aqueles que as infringem sejam responsabilizados”, pede o texto.
Infantino negou envolvimento, enquanto Trump afirmou publicamente que telefonou ao dirigente para solicitar que a suspensão fosse revista. Com a decisão, Balogun pôde atuar contra a Bélgica pelas oitavas de final. Mesmo com ele em campo, a equipe norte-americana acabou goleada por 4 a 1.
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FairSquare
Outra demanda contra Infantino partiu da FairSquare. A ONG de direitos humanos anunciou que apresentará uma queixa ao Comitê Olímpico Internacional (COI), alegando violação das regras de neutralidade política.
“A FairSquare apresentará uma queixa ao Comitê Olímpico Internacional em relação às repetidas violações das regras de neutralidade política por parte do presidente da Fifa, Gianni Infantino”, afirmou a ONG em comunicado.
O cartola é membro do COI desde 2020. A entidade já havia protocolado em dezembro uma denúncia junto ao comitê de ética da federação de futebol, questionando a atribuição do Prêmio da Paz da Fifa a Donald Trump. A iniciativa recebeu apoio da Federação Norueguesa de Futebol e de 50 eurodeputados.
Outros casos
As críticas recentes se somam a outros episódios. Na semana passada, 50 parlamentares já haviam pedido uma investigação sobre o prêmio concedido a Trump.
Dois dias depois, o eurodeputado lituano Petras Austrevicius, do partido Renew, de centro-direita, encaminhou carta assinada por 44 membros criticando a decisão da Fifa de permitir a participação de atletas russos na primeira edição do Campeonato Mundial Sub-15.
