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Ligas dos EUA pegam carona em popularidade da Copa do Mundo para ampliar público

Times da MLB fazem ações promocionais voltadas a turistas que visitam as cidades-sede do Mundial

Torcida da Escócia lota as arquibancadas do Miami Stadium para jogo contra o Brasil - SFA/Divulgação

Torcida da Escócia lota as arquibancadas do Miami Stadium para jogo contra o Brasil - SFA/Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Equipes da MLB criam ações para atrair turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2026 nos EUA.
  • Times americanos oferecem ingressos temáticos e promoções para engajar fãs internacionais e ampliar receitas.
  • Jogadores da NBA e NFL também demonstram interesse e apoiam o clima da Copa do Mundo, aumentando o engajamento com o evento.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Com a realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, as equipes da Major League Baseball (MLB) têm adotado estratégias para converter a presença de turistas estrangeiros em público nos estádios.

O planejamento envolve meses de coordenação entre os clubes, a liga e entidades locais para integrar as partidas de beisebol à agenda dos visitantes.

Planejamento

O trabalho de preparação começou no ano passado, com reuniões entre dirigentes da liga para compartilhar diretrizes. O objetivo central é assegurar a visibilidade das partidas de beisebol em buscas online e promover ações temáticas.

Travis Pollio, diretor sênior de estratégia de ingressos e promoções do Boston Red Sox, relata que a presença de torcedores escoceses, conhecidos como Exército Xadrez, transformou a atmosfera na capital de Massachusetts.

“Os outros 30 mil torcedores que estavam aqui simplesmente adoraram. A experiência, a atmosfera. As pessoas compararam com a de um jogo de playoffs no início de junho contra um time de fora da divisão”, comparou Pollio.

Em Seattle, os Mariners registraram 43.053 espectadores para o jogo contra o Baltimore Orioles, em uma partida disputada na véspera de Estados Unidos x Austrália, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo.

Ações

As iniciativas incluem pacotes de ingressos com vestuário personalizado, como camisas que mesclam o logotipo das equipes com elementos culturais dos países visitantes.

Em Dallas, o Texas Rangers utilizou outdoors em cinco idiomas e criou um site específico para o público estrangeiro. Jim Cochrane, diretor comercial do clube, destaca o impacto positivo em receitas paralelas.

“Estamos vendo os benefícios não apenas com a venda de ingressos, mas também o Texas Live! está tendo alguns de seus melhores dias desde que abrimos em 2018”, contou Cochrane.

NBA e NFL

A interação se estende a outras ligas americanas. O interesse pelo evento mundial mobiliza atletas de diferentes modalidades.

Nas redes sociais, Jimmy Butler, ala-armador do Golden State Warriors (NBA), registrou sua participação em partidas da Copa, com direito a agradecimento ao brasileiro Neymar.

“Minha filha e minha querida família do Brasil. Obrigado aos meus irmãos do Brasil por fazerem minha filhinha se sentir tão especial”, postou o jogador, com uma foto da garota junto com o atacante da seleção brasileira no gramado.

Já Leonard Fournette, campeão do Super Bowl LX e ex-jogador da NFL, manifestou engajamento com o clima do torneio. “Vi minha primeira Copa do Mundo e curti essa atmosfera”, contou o running back, na legenda de uma foto do atacante Romelu Lukaku, da Bélgica.

Resultados

A MLB, que está com temporada em andamento, porém, é quem tira mais vantagem do momento. O impacto nos estádios de beisebol varia conforme a região.

Enquanto clubes como o New York Yankees mantiveram a média habitual, equipes como o Miami Marlins observaram picos de frequência em dias de jogos temáticos. Para o arremessador Tyler Phillips, da equipe de Miami, o aumento do público reflete a recepção positiva aos visitantes.

“Se dependesse de mim, eu faria com que pagássemos a essas pessoas para comparecerem aos jogos”, agradeceu o jogador.

O fenômeno reforça a tentativa das ligas americanas de capitalizar a movimentação de turistas para expandir a base de fãs. Além da venda de ingressos, as equipes buscam consolidar a imagem de seus estádios como polos de entretenimento cultural durante o período de disputa da Copa do Mundo – e por que não?– após o fim da competição.