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Los Angeles: Sede da estreia dos EUA na Copa, cidade usará torneio como teste para os Jogos Olímpicos de 2028

Sede de oito jogos do torneio da Fifa, "Cidade dos Anjos" aposta na força de ícones da cultura pop para engajar torcedores e busca validar operação logística para receber a próxima Olimpíada

SoFi Stadium, em Los Angeles, receberá oito jogos da Copa do Mundo de 2026 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Los Angeles usará a Copa do Mundo de 2026 para testar operações para os Jogos Olímpicos de 2028 e reafirmar sua posição como capital global do entretenimento.
  • O SoFi Stadium, mais caro do mundo, recebeu adaptações temporárias para atender aos padrões da Fifa entre disputas financeiras com os proprietários do estádio.
  • A estratégia de marketing da cidade inclui celebridades do esporte e entretenimento para engajar um público urbano e superar desafios de mobilidade local.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Se Nova York e Nova Jersey se garantiram como palco da final da Copa do Mundo de 2026 por conta da relevância midiática e diversidade cultural, Los Angeles chega ao Mundial da Fifa com o objetivo de reafirmar a posição como capital global do entretenimento e realizar um “teste de estresse” definitivo para os Jogos Olímpicos de 2028. 

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Terceira cidade analisada na série especial da Máquina do Esporte sobre as sedes da Copa do Mundo, a metrópole californiana viverá um cenário de contrastes como destino da competição. Isso porque, ao mesmo tempo em que oferece o SoFi Stadium, arena esportiva mais cara da história, ao torneio da Fifa, Los Angeles também luta nos bastidores contra a divisão de receitas e adaptações estruturais.

Escolhida para receber oito partidas do torneio, incluindo a estreia da seleção dos Estados Unidos, que será contra o Paraguai, no dia 12 de junho, Los Angeles trata o evento como uma forma de validar a operação para os Jogos Olímpicos que a cidade receberá em 2028.

Além disso, a estratégia do comitê local se baseia na conexão de elementos da cultura pop com ativos esportivos, utilizando ícones do entretenimento norte-americano para garantir que o evento tenha um apelo urbano e comercial relevante, bem como seja capaz de superar os desafios logísticos de uma cidade voltada para o deslocamento por meio de carros.

“Meca” das franquias

A cultura esportiva de Los Angeles é moldada por um grande número de franquias de elite em todas as principais ligas norte-americanas. A cidade abriga marcas globais como o Los Angeles Lakers, da NBA, que tem uma grande base de fãs internacional graças aos 17 títulos conquistados na liga e à presença de grandes nomes do basquete, como LeBron James.

No beisebol, a cidade conta com o Los Angeles Dodgers, da MLB, que carrega um simbolismo cultural profundo, historicamente impulsionado pela comunidade latina e pelo jogador mexicano Fernando Valenzuela nos anos 1980, que ajudou a popularizar a modalidade na região ao conduzir a franquia ao título da World Series em 1981. Além disso, Los Angeles também é a casa dos Rams e dos Chargers, da NFL, assim como dos Kings, da NHL.

Já no mercado do futebol, Los Angeles conseguiu atingir um sucesso comercial único na Major League Soccer (MLS). A rivalidade “El Tráfico”, configurada pela disputa entre o Los Angeles Galaxy e o Los Angeles FC, se tornou um ativo valioso para a liga.

O Los Angeles FC ainda redefiniu os parâmetros financeiros da MLS, ao se tornar a primeira franquia da liga a ser avaliada em mais de US$ 1 bilhão, segundo a revista Forbes. No futebol feminino, a cidade também dita tendências com o Angel City FC, da NWSL, que, a partir de investidoras como a atriz Eva Longoria, implementou um modelo de patrocínio em que 10% das receitas são revertidas para a comunidade local.

Conflito com a Fifa

O centro das operações de Los Angeles para a Copa do Mundo de 2026 será o SoFi Stadium. Casa dos Rams e dos Chargers na NFL, trata-se do estádio com o maior custo de construção do mundo, com valores que superam a marca dos US$ 5 bilhões. 

Apesar disso, a relação entre a Kroenke Sports & Entertainment (KSE), empresa proprietária do estádio, e a Fifa foi marcada por tensões. Isso porque Stan Kroenke, dono da KSE, travou disputas com a entidade máxima do futebol mundial sobre os termos de partilha das receitas, chegando a ameaçar a retirada do estádio do torneio.

Além das questões financeiras, o SoFi Stadium ainda enfrentou desafios técnicos e estruturais para se adequar aos padrões exigidos pelo Mundial. A largura do campo, projetada para o futebol americano, é estreita demais para os padrões da Fifa. Dessa forma, foram necessárias reformas para a remoção de assentos próximos ao gramado, o que reduziu a capacidade de público do estádio.

As adequações feitas no SoFi Stadium serão temporárias e incluirão também a instalação de grama natural sobre a superfície artificial original da arena, exigindo ainda a implementação de sistemas de irrigação e ventilação específicos.

Marketing estrelado

Diferentemente de outras sedes que apostam apenas na infraestrutura, a estratégia de marketing do comitê anfitrião de Los Angeles envolve a definição de embaixadores que vão além do esporte para engajar a comunidade. O rapper Snoop Dogg foi nomeado como “Presidente Comunitário”, com a função de dar ao evento um apelo interessante e urbano. 

A campanha ainda envolve lendas do esporte norte-americano, como Magic Johnson, e Luka Doncic, uma das principais estrelas atuais da NBA, escalado para conectar os fãs de basquete ao futebol, além da atriz Eva Longoria e o ex-jogador Cobi Jones, que defendeu a seleção de futebol dos EUA.

Com uma projeção de impacto econômico estimada em até US$ 594 milhões para o Condado de Los Angeles, a operação do evento precisou ser adaptada à geografia dispersa da cidade e aos desafios de mobilidade, agravados pelo cancelamento de projetos de transporte público na região do SoFi Stadium.

A solução encontrada foi descentralizar as celebrações e ativações da Fifa. Com isso, o Exposition Park foi confirmado como local principal do Fan Festival da entidade máxima do futebol mundial por ser servido por uma linha de metrô, facilitando o acesso ao centro e à região de Santa Monica.

Em paralelo, o Universal Studios Hollywood realizará as “Fan Fest Nights”, criando pacotes híbridos de turismo e entretenimento para capturar famílias e turistas nos dias de descanso da tabela de jogos do Mundial.