A presença de Lionel Messi na Copa do Mundo 2026 tem repercussão direta no mercado de patrocínios e produtos licenciados. Empresas que trabalham com o jogador argentino registram crescimento nas vendas e ampliam a exposição de suas campanhas.
A Icons Memorabilia, que mantém contrato com Messi desde 2006, é uma das companhias que mais se beneficiam do desempenho do atleta.
Segundo Dan Jamieson, CEO da empresa, a Copa do Mundo de 2022 gerou entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões em vendas. Agora, quatro anos depois, o executivo afirma que os números podem superar aquele resultado.
“Nunca pensei que veria um ápice como o do Catar, mas estamos atingindo níveis semelhantes agora e acho que pode até superá-lo”, contou o executivo.
Aos 39 anos, Messi marcou sete gols no torneio e disputa a Chuteira de Ouro com Erling Haaland (Noruega) e Kylian Mbappé (França). Esse desempenho reforça o valor comercial do jogador, que mantém contratos com marcas como Adidas, Mastercard e Michelob Ultra.
Segundo o site Sportico, estimativas apontam que o jogador receberia US$ 70 milhões anuais em patrocínios, ficando atrás apenas de LeBron James (basquete) e Shohei Ohtani (beisebol).
Marcas
Empresas que fecharam acordos recentes com o argentino também relatam resultados positivos. Kate Ridley, diretora de marca da Stanley 1913, afirmou que uma coleção de edição limitada em parceria com Messi esgotou rapidamente.
Já Gerardo Soto, vice-presidente de mídia e marketing esportivo da Lowe’s, rede varejista de materiais de construção, reforma, jardinagem e decoração doméstica, destacou que a campanha com o jogador foi estruturada para ser flexível, permitindo amplificação em diferentes canais.
“A credibilidade que Messi confere a uma marca é absolutamente incomparável”, analisa Alex Soriano, vice-presidente de parcerias globais do Innovative Partnerships Group.
Ícone
A Icons Memorabilia, que trabalha com produtos autografados, registrou quase 45 milhões de visualizações no Instagram durante a Copa, com vídeos de sessões de autógrafos.
O contrato com Messi prevê cerca de 1.000 assinaturas quatro vezes por ano, em um modelo de divisão de lucros que, segundo Jamieson, garante “a maior parte para Leo”.
O executivo considera que a parceria se tornou vitalícia, renovada a cada cinco anos. Mesmo com a carreira próxima ao fim, Jamieson acredita que a demanda continuará.
“Quando ele se aposentar, o importante será continuar lembrando a todos que Messi foi o maior de todos os tempos”, afirma Jamieson.
