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Loud avança para além dos e-Sports com Kings League, Vini Jr. e aproximação ao lifestyle

Organização brasileira busca contato com novos públicos e posicionamento como hub de conteúdo e engajamento digital

Loud planeja transcender os e-Sports e evoluir conexões e posicionamento no universo dos esportes tradicionais - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Loud amplia seu alcance ao integrar a Kings League e atrair públicos além dos e-Sports tradicionais.
  • Parceria com influenciadores e o jogador Vinicius Junior impulsiona a audiência e oportunidades comerciais da equipe.
  • Organização investe em lifestyle e esportes tradicionais para diversificar sua presença e ampliar o impacto da marca.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Uma das principais organizações de e-Sports brasileiras, a Loud tem trabalhado nos últimos anos para transcender as telas. A equipe busca contato com novos públicos e expande a audiência e o impacto comercial gerado através de conexões com ativos mais próximos dos esportes tradicionais.

A Kings League representa o mais recente, e significativo, passo da Loud nessa direção. A organização esteve entre as equipes que abriram a versão brasileira da liga em 2025, por entender que o projeto tinha tudo a ver com suas intenções.

“A gente via que fazia total sentido, ainda mais nessa aproximação de criadores sendo presidentes dos times. Mesmo quando não tinha no Brasil, a Loud já via como oportunidade de se posicionar nas conversas do futebol para a geração mais nova”, contou Bruno “Playhard” Bittencourt, fundador e CEO da Loud, à Máquina do Esporte.

“Dois anos antes, a Loud já estava fazendo movimentos para entrar nesse território. Percebemos que vários dos nossos influenciadores também dialogam e transitam nesse nicho de futebol e gostam, e o público acompanha”, seguiu.

A entrada na liga criada por Gerard Piqué tem papel essencial na mudança do posicionamento da organização, que busca cada vez mais ser vista como um hub que conecta esporte, entretenimento e lifestyle.

“A Loud deixa de ser uma marca só de e-Sports e passa a pegar uma audiência mais convencional. Sabemos que muita gente que está vendo a Kings League não necessariamente é aficionado por assistir aos e-Sports do jeito que a gente participava antes”, apontou o executivo.

Audiência

Na primeira temporada, a Loud, que só no Instagram soma 11,4 milhões de seguidores, se destacou principalmente fora das quatro linhas, a partir dos números de audiência que conseguiu gerar.

“Saímos na frente com isso. Somos uma marca com 56 milhões de seguidores nas redes sociais que já está acostumada a assistir live, torcer, vestir o uniforme, entender como funciona a dinâmica de transmissão e de campeonato”, contou Bruno Bittencourt.

“Fomos o time mais engajado em audiência nos dois splits, o time mais assistido, que ficou mais seguido. Mesmo a gente tendo ficado em último da tabela a nível de performance, ainda assim conseguimos ser o time mais assistido”, acrescentou.

No entendimento do CEO, o resultado foi consequência da sinergia entre os modos de criação de conteúdo da organização e da liga. A Loud baseia a presença digital principalmente a partir da associação a uma série de influenciadores, que trazem seus públicos para perto da marca e, agora, do time na Kings League.

“Nossa audiência valoriza o jeito que a gente conta, os parceiros entendem que a gente entra na conversa do jeito certo. Por mais que a gente não tenha conseguido ganhar dentro de campo, no primeiro momento, a gente ganhou na transmissão”, avaliou o executivo, que acumula 6,8 milhões de seguidores na plataforma de fotos e vídeos da Meta.

Entre os influenciadores da Loud, está Vitor “Coringa” Augusto, que possui mais de 16,4 milhões de seguidores no Instagram e é um dos streamers mais assistidos do mundo.

“Os influenciadores conseguem trazer essa capilaridade para as comunidades deles e conectar tudo dentro de uma marca, de um guarda-chuva maior que vira uma comunidade só”, afirmou o CEO.

Na temporada 2026 da Kings League Brasil, a tendência de grandes audiências segue ativa. Na primeira rodada, a transmissão da Loud teve mais de 700 mil espectadores únicos, com 1,7 milhões de visualizações combinadas entre Twich, YouTube e X.

Comercial

A Kings League se posiciona na estratégia da Loud também como forma de ser vista de uma nova maneira pelo mercado publicitário, como uma organização que oferece possibilidades de conexão que agradam uma parcela maior das marcas interessadas pelo universo esportivo.

“Foi uma surpresa positiva que a Kings League trouxe para a Loud, porque abriu um novo leque para a gente de marcas que estão interessadas em territórios que antes a gente não embarcava e agora conseguimos suprir”, disse Playhard.

Entre os parceiros da Loud na Kings League, estiveram, por exemplo, a Sadia. A atração gerada pela participação na liga foi suficiente para cobrir o custo operacional do projeto no primeiro ano.

“Foi um projeto que surpreendeu os nossos resultados. Sabemos que para esse ano, ainda mais um ano de Copa do Mundo, em que o futebol está muito em alta, isso pode continuar a crescer e ser um dos carros-chefes publicitários da Loud nos próximos anos”, avaliou o CEO.

Para esta temporada, a equipe se organiza para evoluir as entregas, com novos projetos e ativações, que poderão utilizar da estrutura oferecida pelo torneio para aproximar marcas e fãs.

“Pretendemos subir o nível dos conteúdos, o nível das transmissões ao vivo, contar as histórias de um jeito diferente, fazer alguns projetos especiais com marcas, ativações. Os jogadores estão lá, o cliente pode ir lá, a torcida pode estar presente, então pretendemos dar um passo à frente no conteúdo, nas ativações comerciais e continuar sendo o time mais engajado da liga”, projetou.

Vini Jr. e Copa do Mundo 2026

Um dos diferenciais da conexão da Loud, enquanto organização de e-Sports, com o futebol é a presença de Vinicius Junior entre os sócios. O jogador da seleção brasileira é uma ferramenta fundamental para a equipe furar a bolha dos jogos eletrônicos.

Mais do que isso, a parceria com o jogador também será um caminho para a Loud aproveitar a Copa do Mundo 2026. A organização poderá ser a única equipe de e-Sports do mundo a ter um sócio dentro de campo no Mundial.

“É um cara mundialmente conhecido. A gente pretende trabalhar de uma maneira igual ou melhor do que nos últimos anos com ele. Pretendemos estar presentes, sem atrapalhar nada, tentar surfar na conversa nos Estados Unidos. A CBF costuma dar uma abertura interessante para influenciadores que são parceiros e amigos do ecossistema”, detalhou Bruno Bittencourt.

Logicamente, Vini Jr. não estará disponível da maneira como normalmente fica para a Loud, já que estará com a atenção voltada para os jogos da seleção brasileira, além das responsabilidades comerciais com seus patrocinadores.

“A gente quer somar forças e gerar um conteúdo que seja legal para a audiência, para a comunidade. A gente tem que traçar algumas fronteiras, tanto de parceiros dele quanto nossos, mas sempre quando os dois lados querem, a gente faz acontecer. Para a Copa do Mundo não vai ser diferente”, pontuou o CEO.

“Acho que a gente vai ter oportunidade, de qualquer forma a gente está planejando também iniciativas que são adjacentes ao elenco do time, ao Vini e etc. A gente quer participar da conversa, igual a gente sempre faz”, completou.

Lifestyle

Para além de resultados esportivos, em modalidades eletrônicas ou não, a comunidade de fãs da Loud se conecta com a equipe a partir de diversos pontos de contato, consequência de um trabalho que transforma a organização em um ativo de lifestyle.

“Não tem como falar que a Loud hoje só é um time de e-Sports. A gente já transicionou para uma marca que envolve competição e também o lifestyle em volta disso. Porque os nossos jogadores não estão só dentro de campo, os caras viram personagens digitais muito fortes. Isso amplifica a conversa”, exaltou PH, como também é chamado o fundador do time.

Além das camisas das equipes dos diferentes esportes, a Loud também oferece colaborações com marcas de roupa e jogos, uma série de peças casuais, e outros tipos de produtos, como garrafas, estojos e mochilas.

“A linha de licenciamento é algo que tem crescido muito e a gente tem tido surpresas positivas também. Nos últimos dois anos, trabalhamos com a linha de material escolar e isso expandiu muito o alcance da nossa marca”, lembrou.

“Quando você consegue estar no lifestyle da audiência, você constrói a marca de um jeito diferente e aí aquilo fica no imaginário da pessoa. Às vezes é uma pessoa mais jovem que vai crescendo, vai acompanhando e ao longo do tempo vai vivenciando o nosso lifestyle”, explicou.

Expansão

Se depender da vontade de Bruno Bittencourt, a Kings League será apenas mais um passo da Loud em direção a outras modalidades. A intenção para o futuro é buscar novos projetos de impacto nos esportes.

“A Loud vai partir para esportes tradicionais. Sabemos quanto isso tem autoridade com marcas, porém não vamos fazer mais do mesmo. Pretendemos contar a história de um jeito diferente, do ‘jeito Loud’”, cravou Bruno Bittencourt.

O posicionamento como player de mídia poderá ser um dos caminhos. Em fevereiro, a Loud estreou nas transmissões de futebol com um jogo do Campeonato Catarinense. Em parceria com a N Sports, a organização exibiu Marcílio Dias x Figueirense no canal Loud Sports TV.

As intenções não se limitam se quer ao universo esportivo, mas a qualquer projeto que possa levar a Loud para além do público com o qual ela já está conectada.

“Tem que ser algo que vai nos levar a nossa marca para um lugar onde a gente não está tão presente, para a gente poder capturar uma parcela grande de um público novo. É o que a gente quer explorar. Novos conteúdos, novas propriedades intelectuais, levando a nossa audiência para lugares em que ela ainda não está”, concluiu o fundador e CEO da Loud.