Em um caso raro na história do futebol brasileiro, o Corinthians conseguiu a proeza de ter três ex-presidentes excluídos de seu quadro de associados em apenas uma semana.
Nesta segunda-feira (1º), foi a vez de Augusto Melo, cassado do cargo no ano passado por conta do escândalo de intermediação envolvendo o contrato de patrocínio máster com a casa de apostas VaideBet, ser expulso do clube.
De acordo com informações do portal Meu Timão, a reunião do Conselho Deliberativo, realizada na sede social do Corinthians, no Parque São Jorge, na zona leste de São Paulo (SP), contou com a presença de 156 membros, dos quais 147 votaram a favor da expulsão de Melo, enquanto outros 5 se posicionaram contra a proposta. Houve ainda 4 abstenções.
A exclusão de Melo como sócio não foi motivada pelo caso VaideBet, mas sim pelo episódio ocorrido em 31 de maio de 2025, quando o grupo liderado por sua aliada Maria Ângela de Souza Ocampos, então primeira-secretária do Conselho Deliberativo, tentou anular o impeachment do mandatário, conduzido por Romeu Tuma Júnior.
Melo acabou sendo acusado pelo Conselho de Ética de haver incorrido em infração ética gravíssima. O órgão, então, recomendou sua expulsão como sócio.
Maria Ângela e mais três aliados de Melo envolvidos na tentativa de invasão do Conselho Deliberativo, em maio do ano passado, também seriam julgados nesta segunda-feira (1º). Ela, porém, conseguiu que a votação sobre seu caso fosse adiada, alegando questões de saúde.
Ainda de acordo com o Meu Timão, o advogado Ricardo Jorge, que representa Melo, tentou anular a votação, mas a reunião prosseguiu, comandada por Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo do Corinthians.
Na segunda-feira passada (25), o órgão já havia aprovado a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez, por conta de denúncias envolvendo o uso irregular do cartão corporativo do clube para despesas pessoais.
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Depois, na quinta-feira (28), foi a vez do ex-presidente Duilio Monteiro Alves renunciar ao título de sócio remido do Corinthians.
Ele também seria julgado pelo Conselho Deliberativo por conta de denúncias de uso indevido do cartão corporativo e corria risco de ser expulso do clube (fato que não ocorrerá mais, após a renúncia ao título).
Duilio e Andrés integravam a Renovação e Transparência, grupo que comandou o Corinthians de 2007 a 2023, até ser derrotado por Augusto Melo na eleição daquele ano.
