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“Big Six” diverge da Premier League sobre proposta de venda coletiva de direitos comerciais

Liga acredita que pode mais do que triplicar retorno comercial, enquanto clubes de maior renda defendem que ganharão mais com negociações individuais

Arsenal e Chelsea se enfrentam pela Premier League 2026/2027 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Big Six se opõe à proposta da Premier League para venda coletiva dos espaços publicitários em painéis de LED dos estádios.
  • A Premier League busca ampliar a receita comercial centralizada de £ 200 milhões para £ 750 milhões com unificação dos direitos de patrocínio.
  • Disputas entre clubes envolvem também regras financeiras, com resistência dos maiores times a controles que limitam seus gastos e receitas.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A diretoria da Premier League enfrenta a oposição do “Big Six”, grupo composto por Arsenal, Chelsea, Manchester City, Manchester United, Liverpool e Tottenham Hotspur, em relação a uma nova proposta de comercialização coletiva de patrocínios.

De acordo com o The Telegraph, o projeto da liga inglesa prevê a unificação de novos ativos das 20 equipes da competição, com foco principal na venda conjunta dos espaços publicitários nos painéis de LED localizados à beira do gramado. A projeção é que a ampliação do pacote oferecido aos parceiros eleve a arrecadação anual de £ 200 milhões para £ 750 milhões.

Atualmente, os clubes mantêm o controle majoritário sobre a publicidade nas placas de led em seus respectivos estádios. O modelo de venda coletiva em vigor engloba acordos de licenciamento de dados e parcerias corporativas diretas com a liga, envolvendo marcas como EA Sports, Puma, Guinness, Coca-Cola e Microsoft.

No balanço da temporada 2024/2025, a receita comercial centralizada representou £ 158 milhões do total de £ 2,8 bilhões distribuído pela organização, resultando em um repasse igualitário de £ 7,9 milhões para cada agremiação. A estimativa para o ciclo de 2025/2026, com publicação prevista para este mês, aponta para um crescimento desse bolo comercial centralizado para a casa dos £ 200 milhões.

Resistência

As equipes com maior orçamento, porém, resistem à expansão do modelo por considerarem que a medida impõe freios à sua capacidade individual de faturamento.

O argumento do Big Six é que a venda direta de seus próprios direitos comerciais gera retornos superiores ao que teriam caso entrassem na negociação coletiva. O bloco também acredita que a unificação não poderia seguir o formato de divisão em partes iguais, exigindo repasses proporcionais ao peso de mercado de cada clube. 

O impasse já foi debatido nas reuniões do conselho em fevereiro e junho e integra a pauta da próxima assembleia de acionistas, agendada para o dia 24 de setembro.

Discordâncias

O atrito sobre as propriedades comerciais integra um cenário de divergências sobre regulamentações financeiras na competição. Recentemente, clube como Manchester United e Manchester City lideraram o movimento que barrou o princípio de ancoragem, uma regra que pretendia limitar os gastos dos times mais ricos a um teto equivalente a 4,5 vezes o valor arrecadado pelo 20º colocado do campeonato. 

Paralelamente, o novo sistema de proporção de custos de elenco, que limita os gastos com o departamento de futebol a 85% das receitas operacionais, foi aprovado em outubro com o aval de 14 membros, superando os votos contrários de seis equipes que se opuseram às novas travas econômicas.

A tentativa de Premier League em aplicar novas ferramentas de controle e incentivo financeiro aos clubes passa pelo objetivo de manter a liga inglesa competitiva, impedindo que algumas equipes tornem-se muito mais fortes do que as outras.