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Brasileirão adota regras para ampliar tempo de bola rolando e terá R$ 200 milhões investidos na arbitragem até 2027

Implantação das normas já na temporada 2026 foi aprovada pelos clubes, em reunião promovida pela CBF para debater a criação da liga unificada

Dirigentes de clubes e federações participam de reunião com a CBF no Rio de Janeiro - Luciana Vermell / CBF

⚡ Máquina Fast
  • Clubes da Série A e B do Brasileirão aprovam regras de arbitragem da Copa do Mundo para ampliar tempo de bola rolando a partir de 2026.
  • CBF investirá R$ 200 milhões em arbitragem até 2025 para implementar os novos regulamentos definidos pela Ifab.
  • Novas normas incluem limites para arremessos laterais, tiros de meta, substituições, e ampliação das intervenções do VAR.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Em reunião promovida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta segunda-feira (10) para debater a criação de uma liga unificada no país, clubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram a adoção imediata de regras de arbitragem que vigoraram na última Copa do Mundo e que têm a finalidade de ampliar o tempo de bola rolando nas partidas.

O encontro, ocorrido no Rio de Janeiro, é o terceiro promovido pela entidade, que atendeu às solicitações das direções da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e do Futebol Forte União (FFU), para que ela liderasse as discussões sobre a liga.

Desde então, a CBF tem procurado focar na elaboração de diagnósticos e na busca de soluções, em conjunto com os clubes, para fortalecer o Brasileirão enquanto produto, antes de partir para a discussão sobre o modelo de divisão de receitas.

“Esta é mais uma reunião que, como é prática desta gestão, se baseia no diálogo e acontece de forma democrática. Hoje daremos o pontapé inicial nesta série de cinco reuniões para falar de um novo regulamento, discutindo a implementação das regras que já foram utilizadas na Copa do Mundo. Faz parte da reestruturação do futebol brasileiro. Esta é uma missão de todos: da CBF, dos clubes, das federações, cada um fazendo seu papel”, afirmou Samir Xaud, presidente da CBF.

Um dos problemas constatados pela entidade no campeonato consiste no baixo tempo de bola rolando, em comparação ao que se observa nos jogos das grandes ligas.

Segundo um estudo da CBF Academy feito a partir de dados fornecidos pela empresa Opta Stats Perform, até a parada para a Copa do Mundo o tempo médio de bola rolando na Série A do Brasileirão deste ano era de 52min54mins, distante da meta da Federação Internacional de Futebol (Fifa), que é de 60 minutos.

Hoje, nenhuma das principais ligas do planeta consegue alcançar esse número considerado ideal: a Premier League registra 55min23seg; a Ligue 1, 56min17seg (mesmo tempo da Bundesliga); a LaLiga, 55min09seg; e a Serie A, 54min28seg.

Comparando outros dados do futebol brasileiro com os das principais ligas globais, o estudo identifica formas de recuperar aproximadamente 6 minutos e 22 segundos de bola rolando por jogo, a partir do ajuste de itens como a marcação de faltas, o tempo levado para reposição da bola em jogo, a duração dos atendimentos médicos e as checagens de VAR e impedimento semiautomático.

Investimento em arbitragem e novas regras

Durante a reunião que aprovou a implantação das novas regras já na temporada 2026, a CBF anunciou investimentos de R$ 200 milhões em arbitragem, a serem realizados até o ano que vem.

“As mudanças na arbitragem são difíceis, requerem tempo e precisam de mecanismos para se chegar onde queremos. Estamos investindo valores milionários em equipamentos e treinamentos e não é de uma hora para outra que tudo vai mudar. Precisamos dos clubes e dos dirigentes neste processo”, disse Gustavo Dias Henrique, vice-presidente da CBF.

As normas que passarão a valer no futebol brasileiro já em 2026 são as que foram recentemente definidas pela International Football Association Board (Ifab), órgão independente que é uma espécie de guardião dos regulamentos desse esporte no mundo.

Entre as medidas apresentadas estão: limites de tempo para arremessos laterais, tiros de meta e substituições; permanência de um minuto fora de campo para atletas atendidos no gramado; adoção do princípio de que somente o capitão dialogue com o árbitro em determinadas situações; e ampliação das possibilidades de intervenção do VAR.

Segundo estimativa apresentada pela CBF, o conjunto de regras implantado na Copa do Mundo pode representar em um ganho médio de 5min49min de bola rolando, por partida.

A próxima reunião do conselho técnico está prevista para 14 de setembro e tratará da organização de competições.

Conheça as novas regras de arbitragem que estrarão em vigor no Brasileirão 2026:

  • Cinco segundos para arremesso lateral
    Contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
  • Cinco segundos para cobrar tiro de meta
    Árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário.
  • Dez segundos para deixar o campo em substituições
    Jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhada.
  • Um minuto fora após atendimento
    Atleta que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
  • Após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto
    Treinador indica quem cumpre o minuto fora.
  • Somente o capitão fala com o árbitro
    Um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
  • Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr)
    Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.
  • Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo
    Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.
  • Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027)
    Decisão do escanteio é revertida pelo VAR se puder ser alterada imediatamente e sem atrasar o reinício.