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Confederação Africana apoia Gianni Infantino em meio à crise na Fifa

CAF endossou a liderança do presidente da entidade, enquanto a Uefa decidiu manter o boicote e paralisar operações ao lado de outras federações

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante discurso para a imprensa - Reprodução

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante discurso para a imprensa - Reprodução

⚡ Máquina Fast
  • CAF, Conmebol e Federação Mexicana apoiam a permanência de Gianni Infantino na presidência da Fifa em meio à crise gerada pela proposta comercial polêmica.
  • Uefa mantém o boicote às competições da Fifa e rejeita pedido de desculpas, afirmando que condições para cessar o protesto não foram cumpridas.
  • Crise na Fifa paralisa operações e aumenta pressão por investigação independente sobre a proposta de venda de direitos comerciais que gerou suspeitas de favorecimento.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação Africana de Futebol (CAF) formalizou apoio à permanência do presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio à crise gerada pela tentativa de negociar direitos comerciais do futebol com investidores ligados a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

O Comitê Executivo da CAF aprovou unanimemente a atualização conjunta apresentada por Infantino e pelo secretário-geral Mattias Grafström sobre o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE).

“A CAF acolhe e apoia a ‘Atualização Conjunta’ do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e do secretário-geral, Mattias Grafström”, declarou o sul-africano Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol.

“Para nós, em África, a adesão à governação, ao devido processo legal e à transparência é crucial e inegociável, uma vez que esta é a prática e a conduta que esperamos dos nossos governos, empresas e outras instituições e organizações”, completou o dirigente.

Conmebol

No mesmo sentido, a Conmebol emitiu comunicado saudando a retirada da proposta FFE e manifestando apoio aos mecanismos institucionais e eleitorais regulares para 2027.

“Consequentemente, a Conmebol não apoiará qualquer ação ou procedimento que desconheça ou se desvie desses mecanismos institucionais”, afirmou a Conmebol, em comunicado, no qual veladamente se posiciona contra iniciativa da Uefa de pedir a renúncia de Infantino.

“O Conselho da Conmebol apela à preservação da unidade da família do futebol, agindo com responsabilidade institucional, fortalecendo o diálogo e respeitando integralmente os mecanismos de governança”, acrescentou a nota, divulgada nesta quinta-feira (6).

O posicionamento ocorre enquanto a entidade busca viabilizar a expansão da Copa do Mundo para 64 seleções, novidade que foi inclusive anunciada pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, logo após o fim da Copa do Mundo de 2026, em sua conta no X.

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México

A Federação Mexicana de Futebol (FMF), por sua vez, rompeu com a Concacaf ao declarar apoio à liderança de Infantino. A confederação que congrega a América do Norte, Central e o Caribe havia se posicionado fortemente contra o dirigente após a divulgação do projeto da FFE.

“A FMF não reconhecerá nem aprovará qualquer processo realizado fora desse arcabouço institucional e se une ao apelo feito pelo presidente Infantino para que, coletivamente, continuemos desenvolvendo o futebol em benefício das 211 federações filiadas”, declarou a entidade, em nova oficial.

“A FMF apoia a liderança do Presidente Infantino na promoção contínua do desenvolvimento do futebol através do fortalecimento institucional”, acrescentou.

Boicote

Em contrapartida, a oposição liderada pela Uefa decidiu manter o boicote às competições da Fifa. A entidade europeia rejeitou o pedido de desculpas apresentado por Infantino e Grafström, argumentando que as condições exigidas para evitar o protesto não foram atendidas.

“As associações da Uefa foram muito claras quanto às condições associadas à não participação em competições da Fifa”, respondeu a confederação europeia, após questionamento da agência Bloomberg.

Para a Uefa, a simples retirada da proposta polêmica e o pedido de desculpas de Infantino não solucionaram o problema.

“Em primeiro lugar, as propostas de privatização das principais competições tiveram de ser retiradas e, em segundo lugar, foi preciso garantir que tais tentativas de desfigurar o jogo desta forma nunca mais se repetirão. Estas condições não foram cumpridas”, criticou a Uefa.

Investigação

A entidade reforçou a perda de confiança na gestão atual e teve o apoio formal da Inglaterra, que retirou sua carta de endosso à reeleição de Infantino. O pleito eleitoral está marcado para março de 2027.

A crise institucional resultou na paralisação efetiva das operações da Fifa, uma vez que confederações como a AFC, a Concacaf e a Uefa recusaram-se a participar dos processos decisórios e comitês da federação internacional.

A proposta FFE previa a venda de uma participação de 21% para a Thrive Capital por US$ 4,2 bilhões, gerando forte reação contrária de governança antes de ser retirada pela administração.

A Uefa também quer uma investigação independente para examinar os detalhes da proposta da Fifa. A suspeita é que a entidade estaria privilegiando determinado grupo e negociando os direitos comerciais do futebol em um valor abaixo do mercado, sem a realização de uma licitação.