Pular para o conteúdo

Crise na Fifa: Confederações articulam nova estrutura e aumentam pressão sobre Gianni Infantino

Uefa, Concacaf e AFC pediram revisão independente e ameaçam boicote; Donald Trump e México se isolam em apoio ao dirigente

Gianni Infantino, em visita recente à Colômbia para a posse do presidente Abelardo de la Espriella - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

Gianni Infantino, em visita recente à Colômbia para a posse do presidente Abelardo de la Espriella - Reprodução / Instagram (@gianni_infantino)

⚡ Máquina Fast
  • Uefa, Concacaf e AFC articulam novo modelo de governança para a Fifa diante da crise gerada por Gianni Infantino.
  • Proposta de privatização dos direitos comerciais da Copa do Mundo, apoiada por Trump, enfrenta forte rejeição de confederações e é abandonada.
  • México se isola ao apoiar Infantino, enquanto a maioria das federações da Concacaf e Europa exigem sua renúncia e mudanças na Fifa.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Os adversários de Gianni Infantino intensificaram os movimentos para a montagem de uma nova estrutura de governança do futebol mundial.

A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), a Confederação da América do Norte, Central e do Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) trabalham em conjunto na elaboração de um documento que propõe mudanças profundas na administração da Fifa.

Crise

A iniciativa surge após o presidente da entidade ignorar pedidos de revisão independente, especialmente depois da polêmica tentativa de vender 21% dos direitos comerciais do futebol a investidores ligados a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Segundo fontes próximas às negociações, as confederações discutem questões como o papel da Fifa, modelos de governança e distribuição financeira entre as federações. A reserva atual da entidade é estimada em US$ 5 bilhões.

Caso Infantino não aceite dialogar, o projeto pode servir de base para um candidato de oposição nas eleições presidenciais do próximo ano.

A Uefa já sinalizou boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para a Polônia, em setembro, caso não haja garantias jurídicas contra a repetição dos problemas recentes.

Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, tem se reunido com dirigentes europeus para reforçar a unidade em torno da exigência de mudanças.

LEIA MAIS: Uefa, AFC e Concacaf querem renúncia de Gianni Infantino da presidência da Fifa
LEIA MAIS: Confederação Africana apoia Gianni Infantino em meio à crise na Fifa

Trump

Em meio à pressão, Infantino recebeu apoio de Trump. Em uma publicação no Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que substituir o dirigente seria “um erro terrível” e destacou que a última Copa do Mundo foi a “mais bem-sucedida de todos os tempos”.

Infantino enfrenta críticas por seu plano de privatizar a Copa do Mundo, criando uma entidade comercial para gerir direitos de transmissão, patrocínios e ingressos. O projeto previa remuneração milionária ao presidente da Fifa e tinha como principal investidor Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump.

A proposta foi abandonada após forte reação de AFC, Concacaf e Uefa, que classificou a iniciativa como uma “linha vermelha”.

Apesar do apoio de Trump, federações da Concacaf, incluindo Estados Unidos, Canadá, União Caribenha de Futebol (CFU) e União Centro-Americana de Futebol (Uncaf), se alinharam à posição da Uefa e da AFC, exigindo mudanças significativas na governança da entidade.

LEIA MAIS: Uefa mantém boicote à Fifa e investiga plano de venda de direitos comerciais do futebol
LEIA MAIS: Conmebol se pronuncia sobre crise na Fifa, mas sem dizer muita coisa

México

Dentro da Concacaf, porém, há uma voz dissidente. O México se isolou ao apoiar Infantino. A Federação Mexicana de Futebol (FMF) divulgou comunicado afirmando que não reconheceria processos fora da estrutura institucional da Fifa e reforçou apoio ao presidente.

Fontes internas apontam que o apoio mexicano está ligado à promessa de Infantino de conceder ao país a sede da Copa do Mundo de Clubes 2029, decisão que não cabe apenas ao presidente da Fifa.

A posição da FMF gerou desconforto regional, já que a maioria das federações da Concacaf se posicionou contra Infantino.

Atualmente, apenas México e Trump se mantêm como apoiadores declarados do presidente da Fifa na região, enquanto cresce a pressão internacional por sua saída e por mudanças estruturais na entidade.