O Crystal Palace não poderá disputar a Europa League na temporada 2025/2026. O clube, que pertence a John Textor, dono do Botafogo, foi punido pela Uefa pelas regras de propriedade multiclubes e, com isso, foi “rebaixado” para a Conference League.
A Eagle Football Holding, empresa de John Textor, é dona de 43% do Crystal Palace e de 77% do Lyon, clube francês que também se classificou para a Europa League. O regulamento de competições de clubes da Uefa, porém, não permite que diferentes equipes que pertencem ao mesmo dono disputem o mesmo torneio.
John Textor deve deixar de ser dono do Crystal Palace nos próximos meses, já que negociou a propriedade com Woody Johnson, empresário norte-americano dono do New York Jets, da NFL, em um acordo que pode chegar a US$ 254 milhões.
Apesar do negócio, Woody Johnson ainda está passando pelos testes de propriedade da Premier League, que avaliam a adequação de possíveis novos donos de clubes à sua governança. Sendo assim, a venda ainda não está concretizada.
O Nottingham Forest, que foi o sétimo colocado da Premier League 2024/2025 e estava classificado para a Conference League, herdou a vaga na Europa League deixada pelo Crystal Palace.
Diante da situação, Steve Parish, presidente do Crystal Palace, considerou a punição como uma “farsa da Justiça” em entrevista à Sky Sports. É provável que o clube recorra da decisão tomada pela Uefa.
Problemas
John Textor tem passado por algumas dificuldades com seus clubes nas últimas semanas. Além do problema com a classificação do Crystal Palace para a Europa League, o empresário também esteve no centro de um rebaixamento sofrido pelo Lyon.
O clube francês foi rebaixado para a Ligue 2, segunda divisão francesa, pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da Liga de Futebol Profissional da França (LFP) por causa de uma dívida acumulada de € 175 milhões.
John Textor chegou a deixar a presidência do clube com a intenção de apaziguar a crise. Dias depois, um recurso aberto pelo Lyon foi aceito e o rebaixamento cancelado.
Ao mesmo tempo, o jornal francês L’Équipe afirmou que o Lyon teria financiado o bom desempenho do Botafogo, outro clube de John Textor, na última temporada, em que foi campeão do Brasileirão e da Libertadores.
O L’Équipe afirma que o Lyon pagou o salário de 54 jogadores, mesmo contando com apenas 30 em seu elenco profissional. O clube também teria absorvido parte do prejuízo do Botafogo na temporada passada.