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CBF evolui ganhos e distribuição com pulverização de acordos para fornecimento de bolas

Entidade aumentou o faturamento em cerca de 40% nesta frente com acordos com Nike, Uhlsport, Topper e Penalty

Nike, Penalty, Topper e Uhlsport possuem acordos de fornecimento de bolas com a CBF - Paulo Paiva / Sport e Divulgação / Penalty / Topper / Uhlsport

⚡ Máquina Fast
  • A CBF adotou uma estratégia de pulverização nos acordos de fornecimento de bolas para as competições de 2026, envolvendo quatro marcas diferentes para melhorar a logística e ampliar a distribuição.
  • A Nike abriu mão do direito exclusivo de fornecer bolas para todas as competições da CBF, permitindo que outras marcas participem e gerando um aumento estimado de 40% no faturamento da entidade com esses contratos.
  • A estratégia da CBF valoriza competições regionais e base, fortalecendo a conexão das marcas fornecedoras com diferentes públicos e ampliando a visibilidade e presença no futebol brasileiro.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está seguindo uma estratégia de pulverização nos acordos de fornecimento de bolas para as competições que organiza em 2026. O caminho trilhado pela entidade gerará maior faturamento nessa frente, além de evoluir a logística das competições.

Atualmente, a CBF organiza quase 30 competições oficiais. Os clubes que participam desses torneios recebem doações de bolas da entidade, o que cria um desafio logístico para qualquer fornecedora.

“Nosso objetivo é poder atender a todos os clubes e, com isso, dividimos por categorias. Hoje, a CBF distribui mais de 30 mil bolas. E, ao concentrar isso em uma única fabricante, teria problemas de distribuição”, contou Claudio Gomes, diretor de marketing de competições da CBF, em entrevista à Máquina do Esporte.

O cenário fica ainda mais complexo conforme a entidade coloca em prática seus novos planos para o calendário brasileiro, com a criação de competições regionais e formatos com mais jogos.

“A gente distribui gratuitamente aos clubes e, na medida em que vamos ampliando as competições, com competições novas como a Sul-Sudeste, ampliamos o número de participantes na Copa do Brasil, ampliamos o número de participantes na Série D, então, basicamente, faltaria bola”, apontou o executivo.

A entidade possui acordos com quatro marcas de material esportivo. A Nike é responsável pelo fornecimento para a Série A do Brasileirão, Copa do Brasil, Supercopa Rei e Séries A1, A2 e A3 do Brasileiro Feminino, além de todas as categorias que envolvem a seleção brasileira.

As bolas utilizadas nas Séries B, C e D do Campeonato Brasileiro são, pelo quarto ano seguido, fornecidas pela alemã Uhlsport. Já a Penalty fornece os modelos para Copa Verde, Copa Sul-Sudeste e Copa do Nordeste

“A CBF tem buscado valorizar cada vez mais as competições regionais e ampliar o calendário, e isso conversa diretamente com o nosso propósito de estar cada vez mais próximos do torcedor brasileiro. A estratégia da entidade fortalece a cultura do futebol em todas as regiões e permite que diferentes públicos tenham contato com bolas Penalty ao longo do ano”, exaltou Daniel Ferreira, head de marketing da Penalty.

Por fim, a Topper se tornou fornecedora das competições de base organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol.

“A estratégia também é poder abrir ou oportunizar para essas marcas terem uma relação com a CBF. Afinal de contas, a CBF é a casa do futebol, e eles são fabricantes de bolas. É importante ter essa associação e permitir ter essa flexibilidade de relacionamento com eles”, lembrou Claudio Gomes.

Primeiro passo

A pulverização nos acordos foi possibilitada por uma negociação com a Nike. A marca norte-americana possui, por contrato, o direito de fornecer as bolas para todas as competições realizadas pela CBF. Porém, abriu mão da possibilidade.

“A Nike foi flexível e permitiu que a CBF firmasse a parceria com outros fabricantes e outros distribuidores de bola. Esse é o primeiro passo. Ela poderia exercer, só que seria uma quantidade de bolas muito significativa, então preferiu abrir mão e deixar outras marcas entrarem também, o que eu acho muito salutar para o futebol”, destacou o diretor de marketing de competições da entidade máxima do futebol nacional.

A Nike optou, portanto, por seguir como fornecedora apenas das principais competições do país, como o Brasileirão, que tem 20 clubes e 380 jogos, e a Copa do Brasil, que passou a contar com 126 clubes e terá 155 partidas em 2026.

Faturamento

Do ponto de vista financeiro, a estratégia seguida pela CBF também deverá gerar bons frutos para esta temporada, mesmo que esse não seja o principal objetivo da entidade com os acordos.

Ainda assim, a CBF estima um aumento de 40% de faturamento com os contratos de fornecimento de bolas por conta do maior número de parceiros, além de uma mudança na valorização desse ativo.

“A gente abre até um processo de concorrência, porque em breve essas marcas vão querer ampliar, vão querer ter mais espaço. Essas marcas querem ganhar mais espaço e, por isso, devem fazer melhores ofertas”, analisou Claudio Gomes.

“A CBF está extremamente satisfeita com esse modelo que ela apresentou este ano e está satisfeita com o número de bolas que está disponibilizando. O equilíbrio de aprovação vamos saber no final do ano, ouvindo os clubes”, prosseguiu.

Visibilidade

Para as marcas, por fim, ser fornecedora de bolas para as principais competições do país gera um reforço de visibilidade poderoso. A Penalty, por exemplo, se insere na estratégia da CBF em busca de maior representatividade regional.

“Para a Penalty, estar em diferentes competições é uma forma de continuar contribuindo com a evolução do futebol. Cada torneio tem sua identidade, seus desafios e seus públicos, e isso amplia nossa conexão com torcedores, clubes e atletas ao longo do ano”, avaliou Daniel Ferreira.

“As conversas sempre acontecem de forma colaborativa e com o mesmo objetivo: elevar o nível do jogo com tecnologia, performance e materiais que atendam às exigências do futebol atual. Quando marca e entidade compartilham o mesmo ideal, que é fazer o futebol brasileiro crescer, o trabalho flui de maneira muito natural”, concluiu o head de marketing da Penalty.