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Entenda por que Londres pode ser considerada a capital do futebol mundial

Cidade tem, atualmente, nada menos do que sete times no principal torneio de futebol do país: Arsenal, Chelsea, Tottenham, West Ham, Crystal Palace, Fulham e Brentford

Arsenal, do equatoriano Piero Hincapie, é um dos sete times de Londres que disputam atualmente a Premier League - Reprodução / arsenal.com

⚡ Máquina Fast
  • Londres reúne múltiplos clubes financeiros de elite e supera outras capitais em receita operacional no futebol.
  • Clubes londrinos geram receita significativamente maior por assento devido à demanda corporativa e turismo esportivo de alta qualidade.
  • A capital britânica é o principal palco para mídia, patrocinadores e formação de talentos, reforçando seu ciclo comercial no futebol.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O gráfico da semana é do estudo “London as a football hub” (“Londres é o centro do futebol”, em tradução livre), da Football Benchmark. Quando se pensa nas maiores potências comerciais do esporte, é comum focar em clubes isolados, mas o relatório traz uma perspectiva geográfica sobre as principais cidades do futebol mundial. Nenhuma delas tem um ecossistema de negócios tão denso, rentável e valorizado quanto a capital britânica.

O estudo mapeou os principais polos econômicos futebolísticos e revelou por que o dinheiro estrangeiro (e o foco das marcas) continua indo para lá:

  • Densidade

Uma volta rápida às aulas de Física nos faz lembrar que a densidade é a “quantidade de massa concentrada em um determinado volume de uma substância”. Ou seja, a concentração de algo em algum espaço. Ao contrário de Paris (monopólio do PSG) ou Madri (focada na dupla Real e Atlético), Londres abriga uma concentração gigante de clubes na elite financeira. Com Arsenal, Chelsea, Tottenham, West Ham, Crystal Palace, Fulham e Brentford na Premier League, a cidade concentra grandes clubes no topo do futebol mundial, além de ter alguns outros nas divisões inferiores. 

Por isso, Londres fica acima de Manchester, Madri e Liverpool, por exemplo em receitas operacionais. Apesar de, na média, ser a capital analisada com os menores números, por ter várias equipes no topo, o valor acaba sendo maior.

  • Precificação

Aqui está um elemento interessante do estudo para o mercado B2B: a precificação. Em dias de jogo, os clubes de Londres tendem a gerar muito mais “Receita por Assento Disponível” (a métrica RevPEPAS) do que clubes com públicos e tamanhos semelhantes em outras cidades.

Por que isso acontece? Porque Londres cobra um “prêmio” de mercado. A cidade atrai um turismo esportivo de altíssimo padrão, possui uma demanda corporativa esmagadora, e os estádios londrinos (como o Tottenham Hotspur Stadium e o Emirates Stadium) são hubs de networking B2B, onde ingressos vips e áreas de hospitalidade são vendidos a preços astronômicos para executivos e multinacionais.

Tudo isso sem contar o poder da moeda britânica…

  • Mídia, Turismo e a Fábrica de Talentos

Essa escala comercial cria um ciclo que se retroalimenta. O apelo global da cidade a transforma no principal palco para as emissoras de TV e patrocinadores, e como efeito colateral dessa riqueza e infraestrutura, Londres também se consolidou como a região mais produtiva na formação de talentos de elite, garantindo que os clubes tenham atletas de alto nível rondando por lá.

O estudo traz então, em números, que a localização de um ativo dita o seu teto de receita. Para marcas e investidores, colocar dinheiro no futebol londrino significa comprar acesso à elite financeira global que consome os assentos premium da cidade, e por isso tudo é tão caro e tão saturado.

LEIA O ESTUDO COMPLETO AQUI

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.