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Federação Italiana terá eleição em 22 de junho, após presidente renunciar por fracasso nas Eliminatórias de Copa

Além de Gabriele Gravina, que ocupava o cargo na FIGC desde 2018, o ex-goleiro Buffon pediu demissão do posto de chefe da delegação

Gabriele Gravina ocupava o cargo na FIGC desde 2018 - Reprodução / figc.it

⚡ Máquina Fast
  • Presidente da Federação Italiana de Futebol, Gabriele Gravina, renuncia após terceiro fracasso consecutivo nas Eliminatórias da Copa do Mundo.
  • Eleição para novo presidente da FIGC está marcada para 22 de junho, com Giovanni Malagò como favorito.
  • Ausência na Copa do Mundo de 2026 pode causar perda de cerca de € 30 milhões em receitas para a Federação Italiana.
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O terceiro fracasso consecutivo da seleção italiana em Eliminatórias de Copa do Mundo custou caro para o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, no original), Gabriele Gravina.

Em reunião realizada na sede da entidade, em Roma, o dirigente apresentou sua renúncia ao cargo, que ocupava desde 2018 e para o qual foi reeleito com mais de 98% dos votos em 2025.

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Com isso, a instituição deverá realizar eleição para substituir o presidente em 22 de junho deste ano, na mesma época em que ocorrerá a Copa do Mundo de 2026, sem a presença da Azzurra.

Entre os nomes mais fortes que devem se apresentar para disputa estão Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Nacional da Itália (Coni) e do Comitê Organizador dos Jogos de Milão-Cortina 2026; Giancarlo Abete, que comandou a FIGC de 2007 a 2014; e Matteo Marani, que hoje preside a Lega Pro, organizadora da Serie C.

Demetrio Albertini, apoiado pelos jogadores, é visto como azarão na corrida eleitoral. Gianni Rivera, ex-jogador do Milan, declarou que concorrerá à presidência, mas suas chances de vencer (ou mesmo de emplacar a candidatura) são remotas.

Dos três potenciais favoritos, quem parece ter mais chances na disputa é Malagò, que reúne apoio da maioria dos clubes da Serie A, cujo voto tem peso proporcional maior na eleição da FIGC. Outro ponto forte de sua candidatura é o trabalho desenvolvido por ele nos Jogos de Inverno de 2026.

Abete tem a vantagem de já haver presidido a FIGC, numa época em que a seleção ainda impunha certo respeito aos adversários. Porém, ele deixou o cargo justamente após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. Fracasso que pode pesar contra seus planos eleitorais.

Marani, por sua vez, tem se destacado na mídia e entre os clubes, por suas ideias que buscam modernizar as estruturas e as finanças do futebol da Velha Bota.

Buffon também cai

A renúncia de Gravina foi seguida pelo pedido de demissão do ex-goleiro Gianluigi Buffon, que atuava como chefe da delegação italiana.

Embora logo após a eliminação da Itália diante da Bósnia e Herzegovina, no jogo válido pela repescagem da Copa do Mundo de 2026, dirigentes tenham bancado a permanência do treinador Gennaro Gattuso, a tendência é de que o ex-volante também seja substituído no cargo.

Desafio financeiro

Conforme noticiou a Máquina do Esporte, a estimativa é de que a FIGC deixe de arrecadar cerca de € 30 milhões, montante que engloba penalidades automáticas em contratos de patrocínio, perda de premiações da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e estagnação na comercialização de produtos licenciados.

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Alguns contratos de patrocínio, como o de fornecimento de materiais esportivos fechado com a Adidas, incluem o pagamento de royalties. Sem estar na Copa do Mundo de 2026, o potencial de arrecadação nesta frente para a seleção italiana fica muito prejudicado.

As premiações, logicamente, também não virão. Somente pela participação na fase de grupos, a entidade receberia US$ 9 milhões, somados a US$ 1,5 milhão para custos de preparação, o que equivale a aproximadamente € 9 milhões.

Os valores aumentam conforme as seleções avançam no torneio, com a premiação ao campeão definida pela Fifa em US$ 50 milhões. Esta linha de receita, porém, não foi considerada no orçamento da FIGC para 2026, já que não era garantida.