As equipes das duas primeiras divisões do futebol espanhol passaram por algumas mudanças nos acordos de fornecimento de materiais esportivos para a temporada 2026/2027, que será liderada por Macron e Hummel em participação de mercado, mas com Nike e Adidas mantendo o domínio sobre os valores investidos.
As diferenças demonstram duas estratégias distintas. A primeira, seguida por marcas de menor expressão global, envolve a aposta em um maior número de clubes. O outro caminho tem como foco clubes de destaque, casos de Nike e Adidas.
De acordo com um levantamento realizado pelo o Intelligence 2P, unidade de inteligência de mercado e estratégia da 2Playbook, as 42 equipes das duas primeiras divisões da LaLiga são patrocinadas por 14 marcas diferentes, mas Nike e Adidas são responsáveis por 88,3% de todo o valor investido nos uniformes deste grupo.
Considerando a participação, Macron e Hummel lideram, cada uma com sete equipes patrocinadas. Nike é a terceira maior, com seis patrocinados, enquanto Adidas e Joma empatam com cinco parceiros cada. Puma, Kappa, Castore, Umbro, Kelme, Austral, Erreà, Siroko e Reebok completam a lista.
Neste cenário, Adidas, patrocinadora do Real Madrid, e Nike, de Barcelona e Atlético de Madrid, contam com contratos que superam € 100 milhões anuais. Com isso, acabam ficando à frente quando o assunto é valor investido.
Movimentações
A temporada 2026/2027 das duas primeiras divisões da LaLiga terá oito equipes com novos fornecedores de uniformes. A Macron avançou ao assumir o Alavés e o Tenerife, com a Nike passando a ser responsável pelos materiais do Deportivo de La Coruña.
A Joma assumiu a operação da Real Sociedad, a Puma fechou com o Leganés e a Kappa fechou o Cádiz. A Reebok voltou a LaLiga com uma parceira com Real Valladolid, enquanto a Siroco estreará com o Sporting de Gijón.
A maior evolução recente é da Hummel, que desde 2021 adicionou seis clubes ao portfólio no período, tendo o Real Betis como principal ativo. A Macron também obteve saldo positivo, assim como a Joma.
A Puma, por outro lado, deixou de vestir clubes como Alavés, Sporting de Gijón, Almería e Racing Club nos últimos cinco anos. A Castore perdeu os acordos com Sevilla e Almería no ano passado, mantendo apenas o contrato com o Athletic Bilbao.
Estabilidade
As trocas recentes vão na contramão da tendência observada no mercado espanhol pelo relatório do Intelligence 2P. O estudo indica que os atuais contratos na Espanha possuem uma duração média de nove anos.
Mesmo desconsiderando os acordos das principais forças do país, a média se mantém em seis anos e meio. A longevidade é justificada pela complexidade das operações, que envolvem desenvolvimento de produtos, distribuição, controle de mercadorias licenciadas e gestão do varejo.
