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Presidente do FFU se aproxima da CBF e vê com otimismo evolução do debate sobre liga unificada

Alessandro Barcellos, diretor-presidente do bloco, concedeu entrevista à Máquina do Esporte, após reunião promovida pela CBF no RJ

Alessandro Barcellos, diretor-presidente do FFU, concede entrevista à Máquina do Esporte - André Romero / Máquina do Esporte

⚡ Máquina Fast
  • Alessandro Barcellos, do FFU e Internacional, lidera diálogo entre CBF e clubes para criar liga unificada no futebol brasileiro.
  • Reuniões recentes tratam de profissionalizar o Campeonato Brasileiro com foco em segurança, horários e melhoria do produto.
  • Ainda há dúvidas sobre o papel da investidora Sport Media na liga, mas o foco inicial é valorizar as Séries A e B do Brasileirão.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O desenrolar do debate sobre a criação da liga unificada no país tem sido marcado pela aproximação cada vez maior entre o comando do Futebol Forte União (FFU), mais especificamente o diretor-presidente Alessandro Barcellos, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Foi do dirigente gaúcho, que também preside o Internacional, que partiu a iniciativa de convidar a CBF e a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) para a mesa de diálogo, com o objetivo de superar o modelo de dois blocos comerciais, que atualmente negociam separadamente as propriedades comerciais e de mídia dos clubes no Brasileirão.

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Alessandro Barcellos participou das duas reuniões que a entidade máxima do futebol brasileiro promoveu no Rio de Janeiro (RJ), a fim de tratar da questão da liga, tanto a realizada em 6 de abril quanto a ocorrida na última segunda-feira (25).

Nesse meio-tempo, Barcellos recebeu no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), o presidente da CBF, Samir Xaud, em uma das poucas visitas feitas até agora pelo mandatário da entidade a um clube da Série A, desde que tomou posse no ano passado (em geral, ele é quem recebe os cartolas no RJ, não o contrário).

Após o encerramento do último encontro, o comunicado oficial da CBF fez questão de destacar uma fala de Barcellos, creditado apenas como presidente do Internacional.

“Acho que é um processo importante buscando, com os protagonistas do futebol, clubes, federações e a própria CBF, um objetivo comum que é fortalecer o futebol brasileiro, que é melhorar o nosso produto, o Campeonato Brasileiro. Começamos a tratar eles de uma forma mais profissionalizada com dados, com informações, e isso, com certeza, soma muito. E isso feito hoje, principalmente o tema de segurança, que afasta o público dos estádios, o tema dos horários das transmissões dos jogos, são avanços importantes. O próprio STJD, o Grupo de Trabalho da Base, são questões que influenciam na melhoria do produto”, afirmou o dirigente.

LEIA MAIS: Liga unificada: CBF propõe padronizar horários de jogos do Brasileirão para ampliar público nos estádios

Otimismo

Barcellos também conversou com a Máquina do Esporte e apresentou suas impressões a respeito da reunião e da evolução das discussões sobre a liga.

“Está andando bem”, disse o diretor-presidente do FFU, a respeito do avanço dos debates sobre a liga.

“Ainda é inicial, mas com perspectivas boas”, prosseguiu.

De acordo com ele, o FFU tem acompanhado as discussões com o intuito de contribuir e olhar adiante, para que a liga possa sair do papel.

“Esse é o grande objetivo, e acho que, aos poucos, vamos aproximando fatores importantes que serão decisivos para melhorar o produto para que tenhamos uma liga forte”, afirmou.

A grande dúvida que paira atualmente em relação ao FFU nessa construção consiste no papel que a investidora Sport Media terá na discussão sobre a liga, já que ela adquiriu parte dos direitos comerciais e de mídia da maior parte dos clubes do bloco, em percentuais que variam de 10% a 20%.

Perguntado a esse respeito, Barcellos preferiu não se posicionar.

“Esse é um outro debate, posterior. O importante é, agora, a gente trabalhar com todos os elementos que melhorem o produto futebol brasileiro”, enfatizou.

Vale lembrar que a linha utilizada pelo dirigente nessa resposta é a mesma adotada pela própria CBF, que preferiu focar a discussão inicial com os clubes na valorização das Séries A e B do Brasileirão, para só depois debater o formato da liga, além dos modelos de comercialização de direitos e de divisão de receitas.