O Conselho de Administração do Real Madrid aprovou as contas anuais referentes ao exercício financeiro de 2025/2026. O clube espanhol, que não conquistou nenhum título na última temporada, fechou o período com uma receita operacional recorrente de € 1,221 bilhão.
Esse valor exclui as transferências de jogadores e representa um crescimento de 3,1% em comparação com os € 1,184 bilhão registrados na temporada 2024/2025. O resultado marca a primeira vez que a equipe ultrapassa a barreira de € 1,2 bilhão em faturamento operacional.
Arrecadação
A composição da arrecadação foi impulsionada pela operação direta de seus ativos. A receita gerada pelo Estádio Santiago Bernabéu, agora reformado, somou € 363 milhões, o que equivale a um aumento de 11% em relação ao ano anterior e a um crescimento de 107% quando comparado ao período de 2018/2019, última temporada antes do início da revitalização do espaço.
A área de marketing alcançou € 539 milhões, com alta de 6%, favorecida pela renovação e pela assinatura de novos contratos de patrocínio, compensando a redução de 20% na arrecadação das lojas oficiais.
Os direitos de transmissão e competições internacionais registraram € 319 milhões, no comparativo com € 287 milhões de 2018/2019, antes da reforma do estádio.
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Ebitda

O Ebtida (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) somou € 287,4 milhões, o que representou uma alta de 18% em relação aos € 242,9 milhões do ano fiscal anterior.
Descontados os ganhos com alienação de ativos (transferência de bens a terceiros) e jogadores (que somaram € 45 milhões), o Ebitda ficou em € 242,9 milhões, um crescimento de 17% sobre o exercício anterior.
O lucro líquido após impostos atingiu € 26,3 milhões, alta de 8% na comparação anual, acumulando 26 exercícios consecutivos com saldo positivo, incluindo neste período a pandemia do coronavírus, quando o futebol chegou a ser paralisado.
As despesas totais com a equipe esportiva, somando salários e amortizações, chegaram a € 618 milhões de euros, ante 451 milhões de euros no ciclo 2018/2019.
O custo de pessoal em relação à receita operacional fechou em 46%, patamar superior aos 43% da temporada passada, porém ainda bem abaixo do limite de excelência de 50% considerado referência de gestão no mercado esportivo.
No período, o Real Madrid destinou € 161 milhões para a contratação de jogadores e investiu € 192 milhões em instalações, tecnologia e equipes esportivas.
Solvência
A posição patrimonial do time merengue fechou com patrimônio líquido de € 624,4 milhões em 30 de junho de 2026, ante € 598,3 milhões de euros no ano anterior (aumento de 4,36%).
A dívida líquida, excluindo o projeto de reforma do estádio, encerrou em € 8,7 milhões, ante € 11,7 milhões em 2024/2025. O índice dívida líquida sobre Ebitida permaneceu em 0,0 vez.
O saldo em caixa finalizou o período em € 82,8 milhões, com o clube mantendo ainda € 475 milhões em linhas de crédito não utilizadas.
Em relação às obras do Estádio Santiago Bernabéu, o investimento acumulado atingiu € 1,4077 bilhão ao fim de junho de 2026. O saldo devedor do empréstimo para a reforma ficou em € 1,1084 bilhão.
Adicionalmente, a contribuição total do Real Madrid para impostos e segurança social na Espanha no exercício 2025/2026 somou € 354,8 milhões.
